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Abutre raro devolvido à liberdade após terem estado hospitalizado no Gerês
Portugal 3 min. 29.10.2020

Abutre raro devolvido à liberdade após terem estado hospitalizado no Gerês

Abutre raro devolvido à liberdade após terem estado hospitalizado no Gerês

LUSA
Portugal 3 min. 29.10.2020

Abutre raro devolvido à liberdade após terem estado hospitalizado no Gerês

Lusa
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A ave foi encontrada em Fafe perdida e desnutrida. Esteve mês e meio em tratamento e hoje teve "alta", com direito a despedida.

  O abutre-preto é a maior ave rapina da Europa, podendo ter uma envergadura de asa de quase três metros.  Um exemplar raro desta espécie foi encontrado em Fafe provavelmente por se ter "perdido" e ter estado vários dias sem encontrar alimento. A ave foi recolhida pela GNR e entregue ao Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) no Centro de Recuperação de Fauna Selvagem, no Gerês. 

Hoje, após mês e meio de tratamento os grifos e o abutre-preto foi posto em liberdade.

"Este é um dia importante para ICNF, ao devolver à liberdade um raro exemplar de abutre-preto ao seu habitat natural, neste caso ao Parque Natural do Douro Internacional, onde existe uma pequena colónia destas aves necrófagas composta por dois casais. Foram, também restituídos à natureza dois grifos", disse à Lusa a diretora Regional do Norte do ICNF, Sandra Sarmento.

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Devolvidas no miradouro

As aves foram devolvidas ao seu ecossistema no miradouro do Carrascalinho, concelho de Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança.

A ave esteve em recuperação durante cerca de um mês e meio, com o acompanhamento pelo Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Centro de Interpretação Ambiental e de Recuperação Animal (CIARA), no concelho de Torre de Moncorvo.

Já o grifo (foto em baixo) foi apanhado em Mogadouro, seguindo os mesmos passos de recuperação.

Colónia de 35 casais 

Segundo a responsável regional do ICNF, em Portugal o abutre-preto conta com uma população de cerca de 35 casais com uma colónia a sul próxima de Barrancos, outra no Parque Natural do Tejo Internacional e, mais a Norte, a pequena colónia do Parque Natural do Douro Internacional.

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A responsável do ICNF disse que há um trabalho de acompanhamento de aves rupícolas através do programa ‘Life Rupis', um projeto teve início em julho de 2015 com uma duração de quatro anos.

Esta iniciativa ibérica teve um financiamento de 3,5 milhões de euros, comparticipado a 75% pelo programa LIFE da União Europeia, cabendo os restantes 25% aos nove parceiros envolvidos.

"Nesse contexto positivo de recuperação da espécie, ainda que lenta e vulnerável, pretende-se sempre que possível contribuir com a libertação de mais exemplares com a esperança que se possam instalar e juntar à pequena população existente", indicou.

Com a presente libertação desta ave juvenil, o ICNF pretende contribuir para a conservação desta espécie devolvendo-a à liberdade num dos locais melhor preservados do Parque Natural do Douro Internacional próximo da colónia já existente.


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O ‘Life Rupis' está a terminar em território português e espanhol, mais concretamente na Zona de Proteção Especial (ZPE) do Douro Internacional e Vale do Rio Águeda, e na área protegida de Arribes del Duero.

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Três tipos de abutres

Em Portugal existem três tipos de abutre, o grifo, o abutre-do-egito, ou britango, e o abutre-preto, sendo que as duas últimas espécies são as mais ameaçadas e acompanhadas pelo ‘Life Rupis’.

Segundo os estudos realizados por vários organismos ligados à avifauna ibérica, os abutres-pretos extinguiu-se como nidificante em Portugal no início da década de 70 do século XX.

As principais ameaças à sua conservação são a mortalidade por envenenamento ou por colisão ou eletrocussão, o abate ilegal, a redução da disponibilidade de alimento, a degradação do habitat de alimentação e nidificação e a perturbação humana.

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A maior rapina da Europa

O abutre-preto é a maior rapina da Europa, podendo ter uma envergadura de asa de quase três metros.

O habitat preferencial do abutre-preto são regiões remotas de difícil acesso e pouco humanizadas.

Esta ave, tal como os grifos, é quase exclusivamente necrófaga, pois alimenta-se principalmente de carcaças de médio e grande porte.

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