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25 de Abril sempre… com polémica!
Opinião Portugal 2 min. 26.04.2021

25 de Abril sempre… com polémica!

25 de Abril sempre… com polémica!

Foto: Lusa
Opinião Portugal 2 min. 26.04.2021

25 de Abril sempre… com polémica!

Sérgio FERREIRA BORGES
Sérgio FERREIRA BORGES
É evidente que o Iniciativa Liberal e as suas gentes nada têm a ver com o 25 de Abril.

Estamos na semana em que se comemora o 47º aniversário do 25 de Abril, com alguma polémica e muitas desconfianças. Quer isto dizer que os estados de alma são diferentes e que não existe grande unidade, entre todos aqueles que se dizem defensores da data da libertação nacional.

Comecemos pela polémica. O jovem partido de direita, Iniciativa Liberal, pela primeira vez na sua escassa existência, contactou a Comissão Promotora das Comemorações do 25 de Abril, a quem manifestou o desejo de integrar o desfile da Avenida da Liberdade, ao lado das forças de esquerda.

Este pedido surpreendeu muita gente, porque nunca qualquer organização de direita manifestou tal pretensão. Na sequência disto, a Comissão Promotora, que tem à cabeça a Associação 25 de Abril, recusou a pretensão. Alguns jornais acrescentaram um bocado de sensacionalismo e veneno, dizendo que a Associação 25 de Abril tinha "proibido" o Iniciativa Liberal de participar nas comemorações. Uma e outra não são a mesma coisa, como é fácil de concluir.

É evidente que o Iniciativa Liberal e as suas gentes nada têm a ver com o 25 de Abril e, por isso, percebe-se mal a sua presença, numa comemoração deste tipo. Mas eu sou daqueles que acham que tal presença nem seria notada e, por isso, não produziria qualquer efeito. Mais ainda: na minha opinião, o Iniciativa Liberal tomou esta iniciativa, com o objectivo de obter uma exclusão e assim fazer a chicana política que está a distrair as atenções da opinião pública. E os grandes meios de comunicação estão a falar tanto do 25 de Abril, como do impedimento de participação, do Iniciativa Liberal.

Mas a festa será afectada, por outras razões. As oposições de esquerda e direita uniram-se, no parlamento, para aprovarem um conjunto de alterações às carreiras docentes, nos ensinos artístico, básico e secundário. Os diplomas já foram aprovados na generalidade e sobem agora ao debate na especialidade. 

Estamos perante uma forma ardilosa de sabotagem do Orçamento de Estado.

Se esta coligação negativa se mantiver, serão aprovados com facilidade e o Governo fica de novo embaraçado, obrigado um aumento da despesa, que não está contemplado no Orçamento de Estado. Repete-se aqui o que já tinha acontecido com o reforço das medidas de apoio aos prejudicados, com a pandemia. Estamos perante uma forma ardilosa de sabotagem do Orçamento de Estado.

No primeiro caso, o Governo requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva dos diplomas, depois de o Presidente da República os ter promulgado. Agora, poderá reincidir e pedir aos juízes do Palácio Raton que ponha ordem na casa. Isto, se Marcelo voltar a promulgar os diplomas.

(Este autor escreve de acordo com o antigo Acordo Ortográfico.)

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