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25 de Abril. Marcelo fala de "gratidão, memória e esperança"

25 de Abril. Marcelo fala de "gratidão, memória e esperança"

Foto: AFP
Portugal 25.04.2019

25 de Abril. Marcelo fala de "gratidão, memória e esperança"

Presidente da República sublinhou o caráter pacífico da Revolução portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou o caráter pacífico da democracia portuguesa, dizendo ter orgulho em ser um Presidente da República que pode andar à vontade pelo país, fator que diz ser admirado por cidadãos estrangeiros.

Estas palavras foram proferidas pelo chefe de Estado no início do jantar comemorativo da "Revolução dos Cravos" promovido pela Associação 25 de Abril, na Estufa Fria, em Lisboa, num discurso que se seguiu ao do primeiro-ministro, António Costa.

Na sua breve intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa escolheu três palavras para procurar definir a revolução de 25 de Abril de 1974: "Gratidão, memória e esperança".

"Um Presidente da República que se orgulha de poder andar em Portugal, com a liberdade, com um à-vontade que não há em muitos países e que [por isso] é admirado por cidadãos vindos de todos os países do mundo", disse, quando procurava caracterizar a solidez da democracia portuguesa.

Já na parte final da sua intervenção, depois dos elogios, o Presidente da República deixou também vários avisos, frisando que o 25 de Abril "não é passado, é futuro".

"Não há democracia adquirida, não há liberdade adquirida, não há justiça social adquirida e não há solidariedade social adquirida. Temos de construir isto e muito a pensar no futuro, a pensar nos nossos filhos e netos. Abril nasceu para o Portugal do futuro" frisou, encerrando a série de discursos que fora aberta pelo presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço.

Com a ministra da Cultura, Graça Fonseca, e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, perto de si, o Presidente da República também se referiu à forma como o 25 de Abril de 1974 alterou a sua vida.

Marcelo Rebelo de Sousa disse sentir "gratidão" por, enquanto jovem, ter passado a ter uma "imprensa livre", mas, também, ter podido ser professor "de uma universidade aberta", num país que passou a ser "aberto ao mundo" e com um Estado que "rejeita a xenofobia".

Lusa

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