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Bispo timorense e Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, presta homenagem a Jorge Sampaio em Lisboa
Portugal 11.09.2021
1939-2021

Bispo timorense e Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, presta homenagem a Jorge Sampaio em Lisboa

Imagem de arquivo
1939-2021

Bispo timorense e Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, presta homenagem a Jorge Sampaio em Lisboa

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Foto: LUSA
Portugal 11.09.2021
1939-2021

Bispo timorense e Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, presta homenagem a Jorge Sampaio em Lisboa

Redação
Redação
"Estamos tristes, estamos comovidos", disse o antigo bispo de Dili, em nome dos timorenses, numa breve declaração aos jornalistas à saída do antigo Museu dos Coches, em Belém, onde decorre o velório do antigo Presidente da República.

O antigo bispo de Dili e prémio Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, deslocou-se este sábado, ao antigo Museu dos Coches, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, para prestar uma última homenagem ao antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, falecido esta sexta-feira e cujo corpo se encontra em câmara ardente naquele local.


Silêncio e aplausos no adeus a Jorge Sampaio
Marcelo, Ferro e Costa receberam o cortejo fúnebre em Belém, onde decorre o velório, este sábado, aberto à população, até às 23h de sábado.

À saída, questionado pelos jornalistas sobre o que representou Jorge Sampaio para a causa da independência de Timor-Leste, D. Ximenes Belo respondeu com um sentimento de gratidão, em nome dos timorenses. "O nosso agradecimento sincero e profundo à contribuição que Sua Excelência [o Presidente Jorge Sampaio] deu para a independência de Timor (...) Estamos tristes, estamos comovidos", disse numa breve declaração.


Fotos. Jorge Sampaio e uma vida ao serviço da política
O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu esta sexta-feira aos 81 anos.

Em 1991, após o massacre de Santa Cruz, o antigo bispo de Dili acolheu centenas de fugitivos que procuravam refúgio das tropas indonésias. Esse apoio e a denúncia da violência e das atrocidades das forças indonésias sobre o povo timorense tornaram-no num alvo de várias tentativas de homicídio. 

Pela sua luta para apoiar o povo timorense e pela paz no país, em 1996, D. Ximenes Belo seria galardoado, juntamente com José Ramos-Horta, com o Prémio Nobel da Paz. 

N sexta-feira, o ex-Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta afirmou que Jorge Sampaio foi “o grande defensor da causa timorense” e recordou o “extraordinário ser humano” que se emocionava com o sofrimento de outros povos.

Em declarações à agência Lusa, Ramos-Horta referiu-se ao ex-Presidente português como uma figura “arauto de causas nobres, de causas justas em todo o mundo, em particular em Timor-Leste”, porque foi “o grande defensor da causa timorense”.

“Devemos-lhe muito, e eu pessoalmente, que o conheço como poucos timorenses, sinto pessoalmente a perda de Jorge Sampaio”, afirmou. 

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