Segundo Ministro do Luxemburgo

Partidos ditaram eleição de Centeno

Peter Kazimir, Pierre Gramegna, Dana Reizniece-Ozola e Mário Centeno.
Peter Kazimir, Pierre Gramegna, Dana Reizniece-Ozola e Mário Centeno.
AFP

O ministro da Finanças do Luxemburgo, Pierre Gramegna, considerou hoje que não foram "as competências e as qualidades dos candidatos", antes os partidos políticos que ditaram a votação para o Eurogrupo.

A reação de Pierre Gramegna surge após a eleição do português Mário Centeno para o cargo presidente do Eurogrupo, na segunda ronda de votações.

Mário Centeno e Pierre Gramegna.
Mário Centeno e Pierre Gramegna.
AFP

É claro que nos últimos dias, na corrida para a presidência do Eurogrupo, os partidos políticos desempenharam um papel maior que as competências e as qualidades dos candidatos. É assim que funciona. Os dois maiores grupos, o PPE e os socialistas queriam mesmo garantir esta posição e eu tenho de viver com isso”, disse Pierre Gramegna, citado pela agência Bloomberg.

Segundo o ministro luxemburguês, que estava igualmente na corrida ao cargo, “não se pode ganhar sempre na vida”, considerando que o Luxemburgo conseguiu “uma pontuação honrosa”, já que a candidatura luxemburguesa foi a segunda mais votada.

Mário Centeno sucede a Jeroen Dijsselbloem
Mário Centeno sucede a Jeroen Dijsselbloem
AFP

Há muito trabalho a fazer agora, muitas propostas que estão em cima da mesa para fortalecer a Zona Euro e, aqui, o Luxemburgo vai dar o seu contributo”, garantiu Gramegna.

Na sua conta oficial na rede social Facebook, o ministro luxemburguês das Finanças deixou uma mensagem de congratulação pela eleição de Centeno: “Parabéns a Mário Centeno pela sua eleição como presidente do Eurogrupo. Aguardo com expectativa trabalhar com Centeno para aprofundar a União Monetária e Económica. PG.”

Paulo Dâmaso c/ Agências

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.