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Zelensky vê em Jérusalem "um bom local para encontrar a paz"
Mundo 2 min. 21.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Zelensky vê em Jérusalem "um bom local para encontrar a paz"

Presidente a Ucrânia fala ao parlamento de Israel.
Guerra na Ucrânia

Zelensky vê em Jérusalem "um bom local para encontrar a paz"

Presidente a Ucrânia fala ao parlamento de Israel.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 21.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Zelensky vê em Jérusalem "um bom local para encontrar a paz"

Lusa
Lusa
De origem judaica, Zelensky pediu, no domingo, ao parlamento de Israel, para "fazer uma escolha" e apoiar de forma concreta a Ucrânia face à Rússia, na mesma.

O Presidente da Ucrânia considerou hoje que Jerusalém era "um bom lugar para encontrar a paz", numa referência às negociações com a Rússia.

"O primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, está a tentar encontrar um caminho para as negociações com a Rússia (...) Talvez em Jerusalém. É um lugar para encontrar a paz. Se for possível", afirmou Volodymyr Zelensky, num vídeo publicado na plataforma Telegram.


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“Se houver paz, se houver um acordo, eles [Putin e Zelensky] reunir-se-ão definitivamente. Eles não excluem esta possibilidade. Eles não têm uma atitude negativa em relação ao encontro”, disse o chefe da diplomacia turca, Mevlut Çavusoglu.

Naftali Bennett tentou lançar uma mediação entre a Ucrânia e a Rússia e, pouco depois do início da invasão, deslocou-se a Moscovo para um encontro com o Presidente russo, Vladimir Putin, ao mesmo tempo que multiplicou os contactos telefónicos com Zelensky.

Em tom irónico, o líder ucraniano afirmou que os "propagandistas russos" têm uma "difícil tarefa", já que "o Presidente da Ucrânia, acusado de nazismo pela Rússia, falou no Knesset [parlamento israelita], perante a nação de Israel".

Putin apelidou os dirigentes ucranianos de "neonazis" e apontou "a 'desnazificação'" da Ucrânia como um dos objetivos da ofensiva militar russa.

De origem judaica, Zelensky pediu, no domingo, a Israel, para "fazer uma escolha" e apoiar de forma concreta a Ucrânia face à Rússia, na mesma intervenção em videoconferência perante o Knesset.

De acordo com os órgãos de comunicação social israelitas, Bennett rejeitou, em várias ocasiões, os pedidos de assistência militar de Kiev.

Na procura de um equilíbrio entre o Ocidente e a Rússia, o Estado hebreu não aderiu às sanções ocidentais contra Moscovo e empresários considerados próximos de Putin, incluindo alguns que têm também a nacionalidade israelita.

Na semana passada, Israel impediu Moscovo e os oligarcas visados "de contornar" as sanções e vai criar, esta semana, uma clínica no oeste da Ucrânia.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.


Suíça disposta a acolher negociações de paz com a Rússia
A Suíça “está pronta para desempenhar um papel de mediador nos bastidores ou para sediar negociações", disse no sábado o líder suíço, numa manifestação de apoio à Ucrânia, em Berna.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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