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Zelensky. "Reconstrução da Ucrânia é tarefa comum de todo o mundo democrático”
Mundo 3 min. 04.07.2022
Guerra na Ucrânia

Zelensky. "Reconstrução da Ucrânia é tarefa comum de todo o mundo democrático”

Zelensky fala durante a conferência de Lugano.
Guerra na Ucrânia

Zelensky. "Reconstrução da Ucrânia é tarefa comum de todo o mundo democrático”

Zelensky fala durante a conferência de Lugano.
AFP
Mundo 3 min. 04.07.2022
Guerra na Ucrânia

Zelensky. "Reconstrução da Ucrânia é tarefa comum de todo o mundo democrático”

Redação
Redação
Na conferência em Lugano sobre a reconstrução do país, o Presidente ucraniano considerou que um plano de apoio internacional é a "contribuição mais importante para a paz mundial".

Na Conferência internacional em Lugano, Suíça, organizada para pensar no apoio internacional à Ucrânia, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou aos países democráticos para aderirem ao plano de reconstrução da Ucrânia. "A reconstrução da Ucrânia é a tarefa comum de todo o mundo democrático", afirmou Zelensky, ao dirigir-se por videoconferência aos participantes.

Zelensky considerou que a participação no plano de reconstrução constituirá a "contribuição mais importante para a paz mundial" e ficará assinalada no território ucraniano.

“Entre outras coisas, irá criar milhões de novas ligações no mundo democrático, na Europa, entre os nossos países. Cada cidade, cada comunidade, cada indústria que vai ser reconstruída terá provas históricas de quem ajudou nisto”, disse Zelensky, segundo a agência ucraniana Ukrinform. 

AFP

O líder ucraniano agradeceu à Dinamarca, que se ofereceu para reconstruir Mykolaiv (sudeste), e ao Reino Unido pelo interesse manifestado na reconstrução da região de Kiev, a capital da Ucrânia. “Convido também todos os países do mundo civilizado e empresas ambiciosas a juntarem-se aos nossos esforços”, apelou.

Zelensky também agradeceu à Comissão Europeia a criação de uma plataforma especial para a reconstrução da Ucrânia, e defendeu que as necessidades e os sentimentos dos ucranianos devem estar em primeiro lugar.

O projeto, referiu, deve ter como princípios-chave a segurança, a eficiência tecnológica, o cumprimento de normas ambientais, a utilização de tecnologias verdes, o enfoque nos interesses das comunidades e a transparência no planeamento e utilização dos fundos.

Zelensky defendeu o “máximo enraizamento” do projeto de reconstrução na vida económica real da Ucrânia para que os resultados sejam duradouros. Acrescentou que o plano visa igualmente o “desenvolvimento institucional” do país.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou que a reconstrução da Ucrânia deve resultar num país melhor do que aquele que existia antes da guerra lançada pela Rússia em 24 de fevereiro. “Sabemos que a sua luta [dos ucranianos] é também a nossa luta e é por isso que estamos a ajudar a Ucrânia a vencer esta guerra. Temos também de garantir que a Ucrânia ganhará a paz”, disse Von der Leyen, citada pela AFP.

Participam na conferência de dois dias representantes de cerca de quatro dezenas de países, de instituições internacionais e do setor privado. O primeiro-ministro ucraniano, Denys Schmygal, lidera a delegação da Ucrânia, que inclui o presidente do parlamento, Ruslan Stefanchuk.

Russos devem pagar reconstrução

"Quem deveria pagar o plano de reconstrução, que já está estimado em 750 mil milhões de dólares?" perguntou o Chmygal, antes de dar uma resposta: uma "fonte chave" de financiamento deveria ser a apreensão de bens russos e oligarcas russas congeladas como parte das sanções internacionais contra Moscovo, numa tentativa de parar os combates. 

 As estimativas dos ativos congelados variam entre 300 mil milhões e 500 mil milhões de dólares, de acordo com Chmygal, que também delineou o plano de reconstrução em três fases do Governo. 

O primeiro passo é ajudar a população afetada pela guerra e depois financiar milhares de projetos de reconstrução", disse ele, "e a longo prazo, temos de preparar uma Ucrânia europeia, verde e digital".

A conferência termina na terça-feira com a adoção dos princípios de Lugano para orientar um esforço conjunto que poderá durar várias décadas. 


(Com agências)

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