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Zelensky pede mais sanções contra a Rússia

Zelensky pede mais sanções contra a Rússia

Foto: AFP
Mundo 24.04.2019

Zelensky pede mais sanções contra a Rússia

Novo Presidente ucraniano reagiu a medidas adotadas pelos russos.

O Presidente eleito da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu hoje ao Ocidente para aumentar as sanções contra a Rússia, que decidiu agilizar a concessão de cidadania russa aos ucranianos das regiões dominadas por separatistas.

“A Ucrânia conta com o apoio da comunidade internacional (…) e com o fortalecimento da pressão diplomática e das sanções contra a Rússia”, disse em comunicado a equipa de Zelensky, que venceu domingo as eleições na Ucrânia, com mais de 70% dos votos.

Num decreto, publicado hoje no portal do Kremlin na Internet, o governo russo anuncia que os ucranianos que vivam nas regiões do leste, em Donetsk e Luhansk, com forte implantação de movimentos separatistas, poderão ver os seus pedidos de cidadania russa tratados em menos de três meses.

As especulações sobre esta decisão ensombraram toda a campanha eleitoral para as Presidenciais ucranianas, que decorreram no domingo, mas tudo indicava que o Kremlin apenas a aplicasse se o líder incumbente, Petro Poroshenko, tivesse vencido.

Contudo, Poroshenko foi derrotado pelo comediante de televisão Volodymyr Zelensky, que deverá ser empossado no próximo mês e que tinha anunciado como uma das suas prioridades para o seu mandato acabar com a guerra com a Rússia, que já matou mais de 15 mil pessoas.

A decisão hoje anunciado por Putin pode desencadear uma escalada de tensões na região separatista ucraniana, diminuindo a possibilidade de um processo de paz, como era desejo do futuro Presidente da Ucrânia.

Na campanha eleitoral Zelensky não foi tão belicoso como era Poroshenko, relativamente à Rússia, e falou várias vezes na intenção de encontrar uma solução pacífica para a zona de controlo separatista.

Ao contrário de outros líderes mundiais, Vladimir Putin não congratulou Zelensky pela sua vitória, alegando que os resultados eleitorais ainda não são definitivos.

Depois de anexar a Crimeia, a Rússia tem procurado apoiar os rebeldes separatistas no leste da Ucrânia, mas tinha suspendido as intenções de reconhecer a sua independência ou, até agora, de oferecer cidadania russa aos residentes nessa região.

Lusa

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