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Zelensky diz que Rússia está a atacar toda a Europa com a agressão ao seu país
Mundo 10.04.2022
Guerra na Ucrânia

Zelensky diz que Rússia está a atacar toda a Europa com a agressão ao seu país

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Guerra na Ucrânia

Zelensky diz que Rússia está a atacar toda a Europa com a agressão ao seu país

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Foto: AFP
Mundo 10.04.2022
Guerra na Ucrânia

Zelensky diz que Rússia está a atacar toda a Europa com a agressão ao seu país

Lusa
Lusa
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considera que a Rússia está a atacar toda a Europa com a agressão ao seu país, ressalvando que impedir a invasão da Ucrânia é essencial para a segurança de todas as democracias.

No seu discurso aos ucranianos, na noite de sábado, Volodymyr Zelensky afirmou que a agressão russa “não se destinava a ser limitada apenas à Ucrânia” e que “todo o projeto europeu é um alvo para a Rússia”.

“É por isso que não é apenas dever moral de todas as democracias, de todas as forças europeias, apoiar o desejo de paz na Ucrânia”, disse, sublinhando que “isto é, na realidade, a estratégia de defesa para todos os Estados civilizados”.


O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
Zelensky: "Há soldados russos a conversar com os pais sobre o que roubaram e quem raptaram"
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que o serviço de segurança do país intercetou comunicações de tropas russas que fornecem provas de crimes de guerra.

O discurso do Presidente da Ucrânia foi divulgado enquanto, na zona leste do país, civis continuavam a fugir perante a iminência de um ataque russo e os bombeiros procuravam sobreviventes numa cidade no norte do país, de onde as forças russas saíram.

Nesta intervenção, Zelensky agradeceu ainda aos primeiros-ministros do Reino Unido e da Áustria pelas suas visitas, este sábado, a Kiev e por promessas de mais apoio.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.626 civis, incluindo 132 crianças, e feriu 2.267, entre os quais 197 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.


À espera da ofensiva russa, soldados ucranianos e membros da Defesa Territorial estiveram a fortalecer posições e a cavar novas trincheiras na área rural de Barvinkove, no leste do país.
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A Ucrânia disse estar preparada para travar uma "grande batalha" no leste do país, um alvo que considera prioritário para a Rússia e onde a evacuação de civis continua, com receio de uma ofensiva iminente.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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