Escolha as suas informações

Zelensky acusa Rússia de "genocídio" no Donbass
Mundo 6 min. 27.05.2022
Guerra na Ucrânia

Zelensky acusa Rússia de "genocídio" no Donbass

Guerra na Ucrânia

Zelensky acusa Rússia de "genocídio" no Donbass

Foto: AFP
Mundo 6 min. 27.05.2022
Guerra na Ucrânia

Zelensky acusa Rússia de "genocídio" no Donbass

Redação
Redação
Os últimos acontecimentos relacionados com a guerra na Ucrânia.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou na noite de quinta-feira a Rússia de estar a cometer um "genocídio" no Donbass.

"A atual ofensiva dos ocupantes no Donbass pode tornar a região desabitada", disse Zelensky no seu discurso diário transmitido na televisão, citado pela agência Lusa. Nesse discurso acusa as forças russas de tentar "incendiar" várias cidades da região.

A Rússia pratica "deportação" e "assassínio em massa de civis" no Donbass, prosseguiu o chefe de Estado, salientando que "tudo isso (…) é uma óbvia política de genocídio levada a cabo pela Rússia".


Tribunal russo confirma que 115 soldados recusaram combater
Este caso parece ser o primeiro oficialmente confirmado de soldados russos que se recusam a participar na campanha militar lançada pela Rússia na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

O Kremlin havia justificado a invasão por um alegado "genocídio" perpetrado pelos ucranianos contra a população russófona no Donbass.

Em abril, o parlamento ucraniano adotou uma resolução para descrever como "genocídio" as ações do Exército russo no país e instou todos os outros países e organizações internacionais a fazerem o mesmo. 

Zelensky critica Ocidente e pede armas pesadas para defrontar a Rússia

Zelensky insta os países do Ocidente a impor sanções mais duras a Moscovo para acabar com a sua "guerra sem sentido" na Ucrânia, acrescentando que o seu país permaneceria independente, a única questão era, a que preço.

As críticas do presidente ucranianoao Ocidente têm vindo a aumentar nos últimos dias à medida que milhares de forças russas tentam cercar as duas principais cidades de Severodonetsk e Lysychansk. 

"A Ucrânia será sempre um Estado independente e não será quebrada. A única questão é que preço o nosso povo terá de pagar pela sua liberdade, e que preço a Rússia pagará por esta guerra sem sentido contra nós", disse Zelensky num discurso esta noite, citado pela AlJazeera. 


Chanceler alemão acredita que "Putin não vai vencer a guerra na Ucrânia"
Para Olaf Scholz, o presidente russo já "falhou todos os objetivos estratégicos" a que se propôs.

"Estes acontecimentos catastróficos poderiam ainda ser travados se o mundo tratasse a situação na Ucrânia como se estivesse a enfrentar a mesma situação, se as potências que não brincassem com a Rússia, mas a pressionassem realmente para acabar com a guerra", acrescentou.

O presidente ucraniano pediu aos países ocidentais seus aliados que enviassem sistemas de lançamento múltiplo de rocktes para a Ucrânia o mais depressa possível para ter uma oportunidade de travar a ofensiva russa no Donbas. 

EUA dispostos a enviarem rockets de longo alcance

A agência Reuters avança que a administração Biden está a considerar fornecer a Kiev o Sistema de Artilharia de Rockets de Alta Mobilidade M142 (HIMARS), que dependendo das munições, pode ter um alcance de centenas de quilómetros. 

Apesar disso, Washington também tem mantido discussões com o governo ucraniano sobre o perigo de escalada do conflito se essas armas atingirem territórios da Rússia.

As discussões nos bastidores, que são altamente sensíveis e não foram noticiadas anteriormente, não colocam restrições geográficas explícitas ao uso de armas fornecidas às forças ucranianas. Mas as conversações têm procurado chegar a um entendimento partilhado do risco de escalada, disseram à agência funcionários governamentais americanos e fontes diplomáticas.

Líder militar diz que 1.500 pessoas foram mortas em Severodonetsk

Pelo menos 1.500 pessoas foram mortas em Severodonetsk, mas a cidade do leste da Ucrânia que o exército russo procura tomar a todo o custo continua a resistir, disse o líder militar da região.

Cerca de 12 mil pessoas permanecem na cidade, que tinha cerca de 100 mil habitantes antes da guerra, disse hoje o chefe da administração militar de Severodonetsk, Alexander Stryuk.

Severodonetsk tem sido o palco de combates ferozes que já destruíram 60% dos edifícios residenciais, disse Stryuk, citado pela agência Associated Press.

O líder militar disse que um grupo russo de reconhecimento e sabotagem entrou num hotel de Severodonetsk, mas que a cidade continua a resistir.


Soldados ucranianos na região do Donbass.
Pró-russos de Lugansk dizem ter feito oito mil prisioneiros ucranianos
Nas últimas 24 horas as tropas de Moscovo atacaram 41 localidades na região de Donbass.

Esta é a única zona da região de Lugansk que continua sob controle do governo ucraniano, e as forças russas têm tentado cercar a cidade.

As milícias pró-russas de Donetsk e Lugansk - duas regiões separatistas na Ucrânia que a Rússia reconheceu como independentes antes de lançar a campanha militar em território ucraniano que começou no passado dia 24 de fevereiro - e as tropas de Moscovo garantiram na quarta-feira ter cercado "operacionalmente" Severodonetsk.

Stryuk disse hoje que a estrada principal entre a cidade vizinha de Lysychansk e Bakhmut, a sudoeste, continua aberta, mas que a viagem é perigosa.

Apenas 12 pessoas conseguiram deixar Severodonetsk na quinta-feira, acrescentou o autarca. Severodonetsk é um ponto administrativo e estratégico do ponto de vista da logística militar.

A cidade está localizada a mais de 80 quilómetros a leste de Kramatorsk, que se tornou o centro administrativo de Donbass, desde que os separatistas apoiados por Moscovo tomaram controlo da região.

Autoridades ucranianas denunciam bombardeamento russo em Dnipro

As forças russas bombardearam alvos na região de Dnipro, no centro da Ucrânia, nas últimas horas, causando danos significativos, enquanto mantêm a ofensiva no leste do país, especialmente na região de Donetsk.

Em Dnipro, a quarta cidade mais populosa da Ucrânia, a situação é complicada, com "vários ataques", anunciou hoje Valentyn Reznichenko, chefe da Administração Militar Regional de Dnipropetrovsk, através da plataforma Telegram.

Reznichenko revelou que equipas de resgate estão a procurar sobreviventes entre os escombros dos edifícios que foram atingidos por ataques que causaram "grave destruição" na cidade, localizada na margem do rio Dnieper, que atravessa o país de norte a sul.

No leste da Ucrânia, o Alto Comando do Exército Ucraniano avançou que os russos retomaram o ataque à cidade de Sloviansk, na região de Donetsk, onde continuam a disparar contra unidades ucranianas, lançando ataques com mísseis e reagrupando tropas.


Alemanha cria 'ponte ferroviária' para exportações de cereais ucranianos
A Deutsche Bahn, transportadora ferroviária alemã, irá retirar os cereais da Ucrânia através da Polónia.

No nordeste do país, a Rússia continua a fortalecer a cobertura da fronteira, nas regiões de Bryansk e Kursk, tendo destacado dois grupos táticos de batalhão das forças aerotransportadas, segundo o relatório militar.

O documento, noticiado pela Lusa, também sublinha que os russos continuam a tomar medidas para manter o controle sobre a região de Kherson, aumentando o número de ataques contra unidades ucranianas, realizando reconhecimento aéreo, fortalecendo posições e transferindo unidades de reserva.

Os navios de guerra russos continuam a bloquear a marinha mercante nos mares Negro e Azov, acrescenta o relatório.

Nas últimas 24 horas, os defensores ucranianos repeliram 12 ataques inimigos nas regiões de Donetsk e Lugansk, destruindo um tanque, cinco peças de artilharia, cinco veículos blindados de combate e cinco outros veículos.

As unidades de defesa aérea ucranianas também derrubaram um helicóptero russo Ka-52, um míssil de cruzeiro e um drone Orlan-10.

A ONU confirmou na quinta-feira que 3.974 civis morreram e 4.654 ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

Segundo as Nações Unidas, há também cerca de 15 milhões de pessoas que necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

(Com agências)

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas