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Zelensky acusa Ocidente de falta de coragem e pede jatos e tanques
Mundo 3 min. 27.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Zelensky acusa Ocidente de falta de coragem e pede jatos e tanques

Guerra na Ucrânia

Zelensky acusa Ocidente de falta de coragem e pede jatos e tanques

Foto: AFP
Mundo 3 min. 27.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Zelensky acusa Ocidente de falta de coragem e pede jatos e tanques

Lusa
Lusa
A invasão russa da Ucrânia, que começou há 32 dias, está parada em muitas zonas e o objetivo russo de cercar a capital e forçar a sua rendição tem enfrentado forte resistência do exército ucraniano.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje o Ocidente de falta de coragem quando o seu país luta contra a invasão russa e pediu jatos e tanques para a Ucrânia se defender.

Em declarações hoje de manhã, após o Presidente norte-americano, Joe Biden, ter dito em Varsóvia que Putin não podia ficar na Presidência russa e após a Casa Branca e o secretário de Estado Blinken terem suavizado essas declarações, Zelensky criticou o “pingue-pongue” do ocidente sobre quem e como entregará jatos e armas a Kiev.


Biden diz que Putin "não pode ficar" no poder
“Por amor de Deus, esse homem não pode permanecer no poder”, disse Biden durante um discurso no castelo real de Varsóvia, num tom particularmente duro dirigido ao Presidente russo.

“Falei com os defensores de Mariupol hoje. Estou em constante contacto com eles. A sua determinação, heroísmo e firmeza são espantosos”, disse Zelensky numa mensagem em vídeo, referindo-se à cidade cercada do sul da Ucrânia que tem sofrido as piores privações e horrores da guerra.

“Se ao menos aqueles que estão há 31 dias a pensar sobre como entregar dezenas de jatos e tanques tivessem 1% da sua coragem”, lamentou.

A invasão russa da Ucrânia, que começou há 32 dias, está parada em muitas zonas e o objetivo russo de cercar a capital e forçar a sua rendição tem enfrentado forte resistência do exército ucraniano, apoiado por armas cedidas pelo Ocidente.

Hoje, um relatório do serviço de informação militar publicado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido diz que a Rússia "parece estar a concentrar os seus esforços em cercar as forças ucranianas que estão a combater nas regiões separatistas no leste do país".

Para tal, Moscovo está a deslocar tropas que estavam colocadas em Kharkiv e Mariupol, onde estão em curso duas das principais batalhas da guerra.

A Rússia afirmou na sexta-feira que o objetivo do seu exército, concluída a primeira fase da guerra, é concentrar-se no Donbass, anúncio que o Governo ucraniano e os seus aliados receberam com ceticismo.

No Donbass, o líder da autoproclamada república separatista de Lugansk, Leonid Paschenik, admitiu hoje a realização, “num futuro próximo”, de um referendo sobre a integração do território pró-russo na Rússia, mostrando-se confiante de que o resultado será a escolha do povo da região será unir-se à Federação Russa.

O Presidente ucraniano, por seu lado, avisou Moscovo de que está a semear um profundo ódio anti-russo entre os ucranianos, à medida que os seus ataques reduzem as cidades do país a escombros, matam civis, empurram outros para abrigos e forçam muitos a procurar comida e água para sobreviver.

“Estás a fazer tudo para que o nosso povo abandone a língua russa, porque a língua russa será agora associada, não são só a ti, mas às tuas explosões e homicídios, aos teus crimes”, disse Volodymyr Zelensky num vídeo divulgado no sábado à noite.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.081 mortos, incluindo 93 crianças, e 1.707 feridos, entre os quais 120 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais 3,7 milhões foram para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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