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Wikileaks assegura que está por “horas ou dias” a entrega de Assange
Mundo 2 min. 05.04.2019 Do nosso arquivo online

Wikileaks assegura que está por “horas ou dias” a entrega de Assange

Wikileaks assegura que está por “horas ou dias” a entrega de Assange

Foto: AFP
Mundo 2 min. 05.04.2019 Do nosso arquivo online

Wikileaks assegura que está por “horas ou dias” a entrega de Assange

De acordo com a organização Wikileaks, uma fonte de alto nível garantiu que o governo equatoriano pretende expulsar Julian Assange da sua embaixada em Londres num prazo de “horas ou dias” para ser posteriormente detido pelas autoridades britânicas.



A informação foi divulgada pela própria Wikileaks, na sua conta oficial de Instagram, a organização denuncia o que entende ser uma medida de retaliação, do governo do Equador, depois de a Wikileaks ter divulgado informações que incriminam Lenín Moreno, Presidente desse país, num caso de corrupção que a organização diz estar ser investigado pelo parlamento daquele país sul-americano. Dois dias depois da divulgação, a 28 de março, o ministro equatoriano da Comunicação, Andrés Michelena, afirmou à CNN que tais informações eram um plano de Julian Assange, do presidente venezuelano Nicolás Maduro e do ex-presidente equatoriano Rafael Correa para derrubar Lenín Moreno.


No mesmo dia, a Assembleia Nacional, na qual o partido de Moreno tem a maioria em conjunto com outros partidos de direita, aprovou uma resolução convidando o ministro dos Negócios Estrangeiros a tomar medidas contra o asilo de Assange uma vez que a Wikileaks põe em causa o “interesse nacional”. Em entrevista à rádio ivoox, o ministro considerou “absolutamente miserável, inaceitável e que mostra quem é Assange”. Acrescentou que “morde a mão que o alimenta”.

Já em Dezembro do ano passado, o The New York Times divulgou a notícia de que o presidente do Equador teria tentado usar a expulsão de Julian Assange como possível moeda de troca para um alívio da dívida com os Estados Unidos.


Segundo as informações divulgadas, que são conhecidas como INA Papers, o irmão presidente equatoriano constituiu uma empresa fantasma no Belize, que é um paraíso fiscal, com o objectivo de receber dinheiro que provinha de multas que determinadas empresas como a chinesa Sinohydro e a panamenha Recorsa pagavam pelo lobby efectuado com as adjudicações de determinadas concessões do Estado equatoriano. Num desses movimentos teriam sido pagos 18 milhões de dólares.


Julian Assange refugiou-se na embaixada do Equador em Londres, em 2012, para evitar a extradição para a Suécia e a detenção para responder a uma investigação em que foi acusado de agressão sexual. A investigação foi descartada mas Assange teme agora a extradição para os Estados Unidos, onde procuradores federais investigam o WikiLeaks.


A WikiLeaks é uma organização internacional sem fins lucrativos que publica, através de fontes anónimas, documentos, fotos e informações confidenciais sobre assuntos sensíveis que envolvem governos ou empresas.

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