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Von der Leyen promete 600 milhões de euros imediatos para ajudar Ucrânia no conflito com a Rússia
Mundo 3 min. 24.01.2022
Ameaça de guerra

Von der Leyen promete 600 milhões de euros imediatos para ajudar Ucrânia no conflito com a Rússia

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Von der Leyen promete 600 milhões de euros imediatos para ajudar Ucrânia no conflito com a Rússia

Foto: AFP
Mundo 3 min. 24.01.2022
Ameaça de guerra

Von der Leyen promete 600 milhões de euros imediatos para ajudar Ucrânia no conflito com a Rússia

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Esta tarde os ministros europeus decidem estratégia. A possível invasão russa da Ucrânia é considerada o pior incidente desde o fim da Guerra Fria.

A Comissão Europeia propôs esta segunda-feira assistência financeira à Ucrânia num pacote que totaliza 1,2 mil milhões de euros. No meio de uma escalada de tensão entre a Rússia, a Ucrânia e os países da NATO, Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão, fez questão de dizer numa curta declaração ao início desta tarde: “Deixem-me ser muito clara, uma vez mais. A Ucrânia é um país livre e soberano. Faz as suas próprias escolhas. E a União Europeia está ao seu lado”, sublinhou Von der Leyen. 

A primeira parte do pacote, no valor de 600 milhões de euros, segundo anunciou a presidente da Comissão, destina-se a ajudar a Ucrânia a fazer face às despesas de proteção das suas fronteiras. Mas é ainda preciso que tanto o Conselho Europeu como os eurodeputados aprovem esta assistência de emergência. “O mais depressa possível”, pediu von der Leyen. Neste momento, há mais de 100 mil soldados russos na fronteira com a Ucrânia e tanto os EUA como o Reino Unido já disseram às famílias dos seus diplomatas em Kiev para abandonarem o país. E os EUA emitiram um alerta p0ara que os seus cidadãos não realizem viagens desnecessárias à região.

Europa a discutir o pior incidente desde o fim da Guerra Fria

Esta tarde estão reunidos em Bruxelas os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros da UE e o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken deverá participar via vídeoconferência na reunião, onde se discutirá a tensão crescente com a Federação Russa. Segundo um diplomata europeu que participa na reunião de hoje, a ameaça da Rússia sobre a Ucrânia “é o pior incidente desde o fim da Guerra Fria”, com potencial para desencadear uma guerra.

São os EUA que estão a dirigir as negociações diretamente com o Kremlin, mas nenhuma decisão, disse o diplomata, será tomada sem a participação das instituições europeias ou do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

Na reunião será discutida a forma como a UE irá reagir a uma invasão da Rússia, embora ao início da tarde ainda não se soubesse exatamente quais as sanções que poderão vir a ser tomadas. Mas na eventualidade de uma invasão ou de um ataque militar a Kiev “as sanções da União Europeia serão impostas muito rapidamente, numa questão de dias”, avançou fonte diplomática.

Entretanto, tanto os EUA, como a NATO, como o Alto Representante da UE para os Assuntos Externos, Josep Borrell, insistem que “o diálogo diplomático terá que ser mantido a todo o custo mesmo quando há um risco de uma escalada de tensão”. A Rússia quer ter garantias de que a Ucrânia, país vizinho e antiga república soviética, não irá aderir à NATO.

Para além da ameaça atual

Na sexta-feira passada, Von der Leyen falou com o presidente ucraniano, Zelensky, “sobre a situação na Ucrânia criada pela agressão russa e sobre como pode a UE continuar a apoiar o país a curto e a médio prazo”, recordou a presidente do executivo europeu.

Desde 2014, a UE e as suas instituições financeiras alocaram mais de 17 mil milhões de euros em subsídios e empréstimos ao país, com o intuito de o ajudar a fazer face à pandemia e no apoio à modernização.

Além dos 600 milhões de euros que Von der Leyen pediu que fossem reunidos para ajudar os ucranianos a prepararem-se para uma agressão russa, há ainda um pacote de outros 600 milhões, aplicados a mais longo termo para “começar a trabalhar num programa macro-financeiro para ajudar os esforços de modernização do país”, explicou Von der Leyen.

Ainda em 2022, a presidente da Comissão anunciou uns extra 120 milhões de euros em subsídios para “ajudar o país a reforçar a sua resiliência a nível estatal”. Von der Leyen acresentou que a “UE irá continuar a investir no futuro do país”. 

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