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Von der Leyen: “O alvo não é só a Ucrânia, é toda a ordem de paz internacional”
Mundo 2 min. 24.02.2022
Guerra na Europa

Von der Leyen: “O alvo não é só a Ucrânia, é toda a ordem de paz internacional”

Guerra na Europa

Von der Leyen: “O alvo não é só a Ucrânia, é toda a ordem de paz internacional”

Foto: AFP
Mundo 2 min. 24.02.2022
Guerra na Europa

Von der Leyen: “O alvo não é só a Ucrânia, é toda a ordem de paz internacional”

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Novas sanções económicas a decidir visam setores estratégicos para impedir a obsoleta economia russa de se modernizar e financiar o seu aparelho de guerra. Esta noite os líderes europeus reúnem-se de emergência em Bruxelas.

Num comunicado emitido na manhã desta quinta-feira, poucas horas após a invasão russa, Ursula von der Leyen condenou a invasão de “um país livre e soberano”. “Uma vez mais, no centro da Europa, mulheres, homens e crianças inocentes estão a morrer ou a temer pelas suas vidas. Condenamos este ataque bárbaro e os argumentos cínicos que o justificam”, considerou.

Von der Leyen salientou a responsabilidade do presidente da Federação Russa de “estar a trazer a guerra de volta à Europa”.  E acrescentou que “nesta hora negra a União Europeia está do lado da Ucrânia e do povo ucraniano”. Esta é “uma agressão sem precedentes pela liderança russa contra um país soberano e independente”.  A presidente da Comissão Europeia salientou que “o alvo não é só a Ucrânia, o alvo é estabilidade na Europa e toda a ordem internacional. E vamos responsabilizar Putin por isto”.


Volodymyr Zelensky.
Presidente ucraniano apela às pessoas para ficarem em casa e compara invasão russa à dos nazis
Volodymyr Zelensky anunciou o corte de relações diplomáticas com a Rússia depois dos ataques desta madrugada e, apesar de apelar aos ucranianos para não entrarem em pânico avançou que vai distribuir armas "a quem quiser e tiver a capacidade de defender" a Ucrânia.

Impedir a Rússia de se modernizar e de se financiar

Von der Leyen recordou que ao fim da tarde desta quinta-feira, vai ser apresentado aos líderes europeus reunidos de emergência em Bruxelas um novo pacote de sanções económicas – após o aprovado ontem que visava sobretudo instituições e chefias militares e políticas e o acesso aos mercados financeiros europeus.  Em relação ao novo pacote, disse, “visamos setores estratégicos da economia russa, bloqueando o seu acesso a tecnologias e mercados que são fundamentais para a Rússia. Vamos enfraquecer a base económica russa e a sua capacidade para se modernizar”.

 A ideia de impedir sobretudo o desenvolvimento tecnológico russo – cuja economia é muito atrasada em relação às economias das democracias ocidentais – tem sido a ideia chave da União Europeia desde o princípio da crise ucraniana.

Além deste novo pacote, a UE congelou o acesso da Rússia aos seus bens na União Europeia bem como aos bancos e mercados financeiros europeus.


Família espera na estação de Kiev, Ucrânia.
Bruxelas apoia acolhimento de refugiados e agradece prontidão a cinco países da União Europeia
A Comissão Europeia disse hoje estar "pronta" para, se necessário, apoiar os Estados-membros da União Europeia (UE) no acolhimento de refugiados ucranianos, após a invasão russa do país, agradecendo a cinco países a "vontade de proporcionar proteção imediata".

Além disto, von der Leyen avisou que a Europa já estava em sintonia com os parceiros e aliados – Reino Unido, EUA e Canadá – mas também agora com países como o Japão e a Austrália.

Ursula von der Leyen salientou ainda que não são os russos quem quer a guerra. “O presidente Putin está a tentar voltar aos tempos do império russo. Ao fazê-lo põe em risco o futuro do povo russo”.


Bombardeamentos em Chuguiv, Ucrânia.
Invasão russa. Pelo menos 40 soldados ucranianos e uma dezena de civis mortos
Pelo menos 40 soldados ucranianos e uma dezena de civis foram mortos nas primeiras horas da invasão russa da Ucrânia, disse um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A presidente da Comissão lançou um apelo à Rússia para “retirar imediatamente as suas tropas do território da Ucrânia”, e avisou que “não vamos deixar que o presidente Putin troque o direito internacional pela lei da força e da barbaridade”. “Ele não deve subestimar a determinação e a força das nossas democracias”. Perante a ameaça de Putin, von der Leyen salientou que “a História provou que as sociedade e alianças construídas sobre a confiança e a liberdade são resilientes. E é isso o que os autocratas temem”.

 

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