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Von der Leyen. "Caminho europeu da Ucrânia já começou”
Mundo 2 min. 18.03.2022 Do nosso arquivo online
Invasão russa

Von der Leyen. "Caminho europeu da Ucrânia já começou”

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Von der Leyen. "Caminho europeu da Ucrânia já começou”

Foto: AFP
Mundo 2 min. 18.03.2022 Do nosso arquivo online
Invasão russa

Von der Leyen. "Caminho europeu da Ucrânia já começou”

Lusa
Lusa
“A Comissão Europeia seguirá em frente neste caminho”, adiantou, anunciando ainda que informou Zelensky sobre “o desembolso de uma segunda tranche de cerca de 300 milhões de euros de assistência macrofinanceira à Ucrânia”.

A presidente da Comissão Europeia garantiu hoje ao Presidente ucraniano que “o caminho europeu da Ucrânia já começou”, após o pedido para estatuto de candidato à União Europeia (UE), anunciando mais 300 milhões de euros em apoio financeiro.

“Assegurei ao Presidente Zelensky o apoio inabalável da UE. O caminho europeu da Ucrânia já começou”, escreveu Ursula von der Leyen na sua conta da rede social Twitter, dando conta de uma videoconferência entre os dois responsáveis.


Scholz também pediu a Putin “uma melhoria da situação humanitária” e mostrou-se a favor “de se procurar uma solução diplomática para o conflito”.
Chanceler alemão pede cessar-fogo mas Putin diz que Kiev tem exigências irrealistas
A conversa, mantida esta manhã por telefone, durou quase uma hora, tendo os dois responsáveis abordado “a guerra que continua a evoluir na Ucrânia e os esforços para lhe pôr fim”.

Em altura de aceso confronto armado em território ucraniano devido à invasão russa, a responsável acrescentou, sem precisar: “Tempos como estes requerem visão, firmeza e resistência para dar um passo difícil após o próximo”.

“A Comissão Europeia seguirá em frente neste caminho”, adiantou, anunciando ainda que informou Zelensky sobre “o desembolso de uma segunda tranche de cerca de 300 milhões de euros de assistência macrofinanceira à Ucrânia”.

A posição surge depois de, há uma semana, os embaixadores dos 27 Estados-membros junto da UE terem chegado a acordo para pedir à Comissão Europeia para avaliar os pedidos da Ucrânia, Geórgia e Moldova para obterem o estatuto de países candidatos ao bloco comunitário.

 Bruxelas tem de fazer um parecer sobre os três pedidos de adesão

Caberá agora a Bruxelas fazer um parecer sobre cada um dos pedidos de adesão à UE apresentados pela Ucrânia, Geórgia e Moldova, após procedimento escrito para validação pelo Conselho dos projetos de cartas.

Esse acordo ocorreu dias depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter assinado o pedido formal para a entrada do país na UE, solicitando o estatuto de candidato, e após a Geórgia e a Moldova terem dado passos no mesmo sentido.


"É o nosso herói". Zelensky: judeu, resistente, humorista, o presidente da Ucrânia
Zelensky poderia ser uma anedota. Afinal, apareceu pela primeira vez na televisão do país como presidente da Ucrânia. Era um papel que interpretava numa série cómica. Sim, o atual presidente da Ucrânia era humorista. Mas, logo no início da invasão, alertou: “Quando nos atacarem, verão as nossas caras, e não as nossas costas".

A Comissão Europeia já veio, porém, recordar que "há um procedimento a respeitar", complexo e moroso.

Também o Conselho Europeu, composto pelos líderes dos chefes de Estado e de Governo da UE, tem “pontos de vista diferentes na Europa e várias opiniões” entre os líderes europeus sobre a atribuição de estatuto de candidato à Ucrânia, admitiu já o presidente da estrutura, Charles Michel, reconhecendo que a discussão será difícil.

As regras europeias ditam que qualquer país europeu que respeite os valores europeus do Tratado da União Europeia e esteja empenhado em promovê-los pode pedir para se tornar membro.

Quando um país apresenta um pedido de adesão à UE, o Conselho convida a Comissão Europeia a dar o seu parecer sobre o pedido.

Cabe depois ao Conselho da UE (na formação de Conselho dos Assuntos Gerais) estabelecer e supervisionar o processo de alargamento da UE e as negociações de adesão.


Rússia qualifica como "fatualmente incorreta" informações sobre acordo de paz
A França, que preside atualmente ao Conselho da União Europeia (UE), acusou hoje a Rússia de “fingir negociar” um cessar-fogo enquanto prossegue a ofensiva militar na Ucrânia.

As decisões tomadas no Conselho dos Assuntos Gerais sobre os países candidatos requerem o acordo unânime de todos os Estados-membros da UE.

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