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Violência doméstica. Cerca de 300 na homenagem à francesa morta pelo marido
Mundo 2 min. 18.11.2019

Violência doméstica. Cerca de 300 na homenagem à francesa morta pelo marido

Violência doméstica. Cerca de 300 na homenagem à francesa morta pelo marido

Foto: Shutterstock
Mundo 2 min. 18.11.2019

Violência doméstica. Cerca de 300 na homenagem à francesa morta pelo marido

Sylvia, de 40 anos, foi morta pelo marido no domingo. Já tinha apresentado queixa às autoridades.

Perto de 300 pessoas deram o corpo à procissão em homenagem à mulher de 40 anos, morta pelo marido há uma semana. 

A marcha branca saiu por volta das 10h da Câmara Municipal de Oberhoffen-sur-Moder, em França, na região do Baixo Reno. Só parou junto ao hospital da pequena cidade, a 30 quilómetros de Estrasburgo, onde grande parte dos presentes fizeram questão de deixar uma rosa. 

O L'Essentiel conta que, atrás de uma faixa com a inscrição "Descansa em Paz, Sylvia não será esquecida. Será feita justiça" seguia, em lágrimas, a filha da vítima, Stella de 20 anos. 

Entre as centenas que percorreram as ruas de Oberhoffen-sur-Moder havia conhecidos e desconhecidos. "Não aceito o que aconteceu. Não é normal que as pessoas tirem uma vida assim", lamentava incrédulo o marido de uma amiga de Sylvia que a recorda como "uma rapariga feliz e agradável". 

"Não deveria acontecer em 2019 uma mulher ser assassinada assim", reagia uma anónima que trouxe a família, em protesto. 

131 mulheres mortas só este ano 

O marido de Sylvia foi detido logo no dia do crime. Na terça-feira, o juiz de instrução criminal decretou-lhe prisão preventiva por homicídio. 

O homem de 58 anos nunca aceitou o pedido de divórcio. Antes da tragédia, em outubro, Sylvia apresentou queixa às autoridades. Dois meses depois, o marido foi presente a um interrogatório judicial que, na opinião da filha, de nada valeu. 

Stella lamenta que as queixas da mãe não tenham sido levadas em conta. Acusa as autoridades de nada terem feito para salvar a mulher de 40 anos. 

O número de mulheres mortas pelos companheiros não para de aumentar em França. Só este ano 131 foram assassinadas, mais 10 do que no ano todo de 2018. Em reação aos números, a ministra da Justiça francesa Nicole Belloubet reconheceu que o sistema de proteção às vítimas "não funciona".

No próximo sábado, dia 23 de novembro, estão agendadas manifestações por toda a França para chamar a atenção para o flagelo que continua a matar centenas não só no país como no mundo.