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"Vergonha e remorso". Vaticano reage a relatório que acusa Bento XVI de inércia
Mundo 20.01.2022
Abusos sexuais na Igreja

"Vergonha e remorso". Vaticano reage a relatório que acusa Bento XVI de inércia

Relatório sobre alegados abusos sexuais no arcebispado alemão de Munique acusa Bento XVI de inércia em pelo menos quatro casos conhecidos.
Abusos sexuais na Igreja

"Vergonha e remorso". Vaticano reage a relatório que acusa Bento XVI de inércia

Relatório sobre alegados abusos sexuais no arcebispado alemão de Munique acusa Bento XVI de inércia em pelo menos quatro casos conhecidos.
Foto: AFP
Mundo 20.01.2022
Abusos sexuais na Igreja

"Vergonha e remorso". Vaticano reage a relatório que acusa Bento XVI de inércia

AFP
AFP
O Vaticano reiterou esta quinta-feira o seu "sentimento de vergonha e remorso" pelo abuso sexual de menores pelos clérigos, após a publicação de um relatório independente que acusa o Papa emérito Bento XVI de "inércia" em pelo menos quatro casos conhecidos.

"Ao reiterar o seu sentimento de vergonha e remorso pelo abuso de menores pelos clérigos, a Santa Sé assegura a todas as vítimas a sua proximidade e confirma o caminho que tomou para proteger os mais jovens, garantindo-lhes um ambiente seguro", afirmou aos jornalistas Matteo Bruni, diretor da sala de imprensa do Vaticano.


Joseph Ratzinger é acusado de não ter agido quando devia para impedir os casos de abusos sexuais.
Papa emérito Bento XVI acusado de inércia face a casos de abuso sexual
O documento, encomendado pelo arcebispado de Munique a uma equipa de advogados e apresentado esta quinta-feira, regista que Joseph Ratzinger não agiu quando devia para impedir os casos de abusos sexuais.

"A Santa Sé considera que deve dar a devida atenção ao documento, cujo conteúdo ainda não conhece. Nos próximos dias, após a sua publicação, tomará conhecimento do mesmo e poderá estudar devidamente os seus pormenores", acrescentou.

O Papa emérito Bento XVI, que renunciou em 2013, foi duramente criticado num relatório independente apresentado na Alemanha esta quinta-feira sobre agressões sexuais a menores  arquidiocese de Munique e Freising, que dirigiu entre 1977 e 1982.

De acordo com os advogados do relatório encomendado pela Igreja, o então arcebispo daquela arquidiocese Joseph Ratzinger, antes de se tornar Papa, nada fez para remover quatro clérigos suspeitos de abuso sexual de menores.

Denunciam também a ocultação sistemática de casos de violência contra menores entre 1945 e 2019, que alegam ter como objetivo "proteger a instituição eclesiástica".

Agora com 94 anos, o Papa Bento XVI, que vive em reclusão num mosteiro do Vaticano, negou "categoricamente" qualquer responsabilidade numa declaração transmitida aos advogados. 

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