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Verdes ganham terreno em França
Mundo 3 min. 29.06.2020

Verdes ganham terreno em França

Jeanne Barseghian vence em Estrasburgo

Verdes ganham terreno em França

Jeanne Barseghian vence em Estrasburgo
AFP
Mundo 3 min. 29.06.2020

Verdes ganham terreno em França

Redação
Redação
Um forte avanço dos ambientalistas, uma abstenção histórica, a vitória do primeiro-ministro em Le Havre e a do RN em Perpignan: eis os pontos a serem lembrados na segunda volta das eleições municipais, domingo na França.

Nas eleições locais francesas do passado domingo, 28, entre os 16,5 milhões de eleitores convocados em 4.820 municípios para a segunda volta das eleições municipais, muitos decidiram não comparecer. A taxa de participação foi apenas de 40% a 41%, contra 62,1% em 2014.

Essa abstenção histórica está certamente relacionada com a crise sanitária causada pelo coronavírus, apesar das medidas de saúde reforçadas. Os candidatos também quase não conseguiram fazer campanha, três meses após a primeira volta já ter sido marcada por uma forte abstenção.

Forte avanço para os verdes 


Eleições locais. Nancy e Metz trocam de lados
Pierre Cuny manteve o cargo em Thionville e Jean-Marc Fournel em Longwy. Nancy virou à esquerda com a vitória do quadra socialista Mathieu Klein.

Ambientalistas conquistam uma grande vitória em Lyon, onde Grégory Doucet, à frente de uma coaligação EELV-PS-PCF-LFI, triunfaram com mais de 50% dos votos. Também ganham terreno em Marselha, graças a Michèle Rubirola, à frente de uma coaligação de esquerda, que obteve cerca de 40% dos votos, à frente da candidata LR Martine Vassal e da candidata RN Stéphane Ravier. 

Os verdes também ganharam Bordeaux, onde Pierre Hurmic ganhou ao atual presidente da câmara Nicolas Florian, mas também Estrasburgo (Jeanne Barseghian recebe 42,5% dos votos), Tours, Poitiers, Besançon, Annecy. Na capital, Anne Hidalgo, aliada à EELV, sai vitoriosa no triangular com quase 50% dos votos, muito à frente da candidata LR Rachida Dati (cerca de 32%) e da candidata LREM Agnès Buzyn (entre 13,7 e 16%).

Vitória do primeiro-ministro em Le Havre, mas LREM entra em colapso

O primeiro-ministro Edouard Philippe venceu em Le Havre, com quase 59% dos votos, contra o o candidato do PCF Jean-Paul Lecoq. Essa vitória reforça o chefe de Governo mas não esconde o fiasco do partido de Macron nestas municipais.

A porta-voz do governo, Sibeth Ndiaye, expressou a "deceção" da maioria, que registou números "extremamente dececionantes" por causa de suas "divisões" durante as eleições municipais. Em Paris, Agnès Buzyn, que ficou apenas na terceira posição, não conseguiu obter votos suficientes para se tornar conselheiro. Como pequeno consolo, François Bayrou, chefe do Modem, foi reeleito em Pau.

RN venceu Perpignan

A "frente republicana" não funcionou em Perpignan, onde o candidato do RN Louis Aliot venceu com 53,1 a 54% dos votos contra o presidente da câmara de saída Jean-Marc Pujol (LR), segundo estimativas. Com seus 120.000 habitantes, é a maior cidade conquistada pelo RN desde Toulon (1995-2001).

"Uma vitória simbólica" e "podemos demonstrar que somos capazes de administrar grandes comunidades", disse Marine Le Pen. O RN também vence as cidades de Moissac (Tarn-et-Garonne), Bruay-la-Buissière (Pas-de-Calais), mas não consegue vencer em Carpentras (Vaucluse).

Anne Hidalgo eleita em Paris.
Anne Hidalgo eleita em Paris.
AFP

Além de Anne Hidalgo, que mantém Paris, o PS mantém Lille, onde Martine Aubry vence por pouco o quarto mandato, com apenas 227 votos, contra a sua concorrente ambientalista Stéphane Baly. Os socialistas venceram Nancy (Mathieu Klein obteve 54,54% dos votos) e também conseguiram Rennes, Nantes e Le Mans. O primeiro secretário do PS, Olivier Faure, recebeu com agrado as "vitórias formidáveis" conquistadas pelos socialistas e verdes.

À direita, Les Républicains mantém Toulouse, onde venceu Jean-Luc Moudenc (apoiado por La République en Marche). Em Nice, o prefeito Christian Estrosi (Les Républicains) reivindicou a vitória em sua cidade, e em Aix-en-Provence a LR Maryse Joissains-Masini foi reeleita com 43,5% dos votos. Segundo o presidente da LR Christian Jacob, seu partido "retorna à vitória" ao vencer "mais da metade das cidades com mais de 9.000 habitantes".    

Artigo original publicado na edição francesa do Luxemburger Wort. Edição de Ana Patrícia Cardoso. 

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