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Venezuela. União Europeia exige "máxima contenção"
Mundo 2 min. 01.05.2019

Venezuela. União Europeia exige "máxima contenção"

Venezuela. União Europeia exige "máxima contenção"

Foto: dpa
Mundo 2 min. 01.05.2019

Venezuela. União Europeia exige "máxima contenção"

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, desencadeou esta terça-feira de madrugada um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

A União Europeia exigiu hoje a "máxima contenção" na Venezuela, de modo a evitar a perda de vidas, considerando que a solução para a crise que o país enfrenta tem de ser encontrada de forma "política, pacífica e democrática".

"A União Europeia (UE) está a acompanhar de perto os últimos acontecimentos na Venezuela. Reiteramos que existe apenas uma saída política, pacífica e democrática para as múltiplas crises que o país enfrenta. A União Europeia rejeita qualquer forma de violência e apela à máxima contenção, para evitar a perda de vidas e uma escalada das tensões", refere Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, em comunicado.

Segundo o documento, a UE está, "firmemente, ao lado do povo venezuelano" e das suas "legítimas aspirações democráticas". "Continuaremos a não poupar esforços para conseguir a reintegração da democracia do Estado de direito, através das eleições livres e justas, de acordo com a Constituição venezuelana", conclui.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, desencadeou esta terça-feira de madrugada um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular. O regime ripostou, considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado. Não houve, durante o dia, progressos na situação, que continua dominada pelo regime.


TOPSHOT - Members of the Bolivarian National Guard loyal to Venezuelan President Nicolas Maduro run under a cloud of tear gas after being repelled with rifle fire by guards supporting Venezuelan opposition leader and self-proclaimed acting president Juan Guaido in front of La Carlota military base in Caracas on April 30, 2019. - Guaido said on Tuesday that troops had joined his campaign to oust President Nicolas Maduro as the government vowed to put down what it called an attempted coup. (Photo by Yuri CORTEZ / AFP)
Fotos. Centenas de venezuelanos nas ruas de Caracas
O Presidente autoproclamado da Venezuela em janeiro passado, Juan Guaidó, anunciou hoje que os militares estão do seu lado e pediu aos venezuelanos que saiam à rua.

Apesar de Guaidó ter afirmado ao longo do dia que tinha os militares do seu lado, nenhuma unidade militar aderiu à iniciativa, nem se confirmou qualquer deserção de altas patentes militares fiéis ao Presidente do país, Nicolás Maduro.

Entretanto, o opositor venezuelano Leopoldo López e a sua família estão na Embaixada do Chile em Caracas, onde, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros chileno, entraram como "convidados". Leopoldo López, que cumpria uma pena de cerca de 14 anos em regime de prisão domiciliária, surgiu junto do autoproclamado Presidente da Venezuela.

Pelo menos 69 feridos nos protestos em Caracas 

Pelo menos 69 pessoas ficaram feridas nos protestos registados ontem em Caracas depois da ação de força desencadeada pelo autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido como tal por 50 países, anunciaram fontes médico-sanitárias.

Alguns utilizadores indicaram, ao longo do dia, que perderam o acesso a redes sociais (como o Twitter, o YouTube ou o Facebook), enquanto as comunicações telefónicas estiveram muitas vezes interrompidas.

Face à situação que se vive na Venezuela, o Governo português já indicou que, até ao início da noite em Portugal, não havia registo de problemas com a comunidade portuguesa.

Alguns utilizadores indicaram, ao longo do dia, que perderam o acesso às redes sociais (como o Twitter, o YouTube ou o Facebook), enquanto as comunicações telefónicas estiveram muitas vezes interrompidas. Face à situação que se vive na Venezuela, o Governo português indicou que, até ao início da noite em Portugal, não havia registo de problemas com a comunidade portuguesa.

Lusa


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