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Venezuela solicita a Espanha extradição de acusado de queimar vivo um jovem
Mundo 2 min. 12.07.2019

Venezuela solicita a Espanha extradição de acusado de queimar vivo um jovem

Venezuela solicita a Espanha extradição de acusado de queimar vivo um jovem

Foto: AFP
Mundo 2 min. 12.07.2019

Venezuela solicita a Espanha extradição de acusado de queimar vivo um jovem

O venezuelano Enzo Franchini, que estava em fuga, foi capturado esta semana em Espanha e está acusado do homicídio de Orlando Figuera, queimado vivo, em 2017, durante os protestos contra Nicolás Maduro, em Caracas.

A justiça venezuelana solicitou a Espanha, na quarta-feira, a extradição de um homem que está acusado de assassinar Orlando Figuera, queimado vivo durante os protestos contra o governo de Nicolás Maduro, em 2017. O procurador-geral venezuelano, Tarek Saab, informou da detenção, em Espanha, de Enzo Franchini Oliveros, acusado de homicídio e sobre o qual pendia uma ordem internacional de busca e captura através da Interpol.

“Graças ao nosso pedido, do Ministério Público às autoridades da Interpol, foi detido em Espanha o senhor Enzo Franchini Oliveros, indiciado de queimar vivo Orlando Figuera a 20/05/2017”, expressou o procurador no Twitter.

Tarek Saab recordou que por este “repugnante crime de ódio” Franchini Oliveros foi acusado de instigação pública, homicídio voluntário qualificado e terrorismo. “Recordamos que no meio dos violentos protestos, durante abril-julho (2017) com o objetivo de derrubar o governo legitimamente constituído, manifestantes armados queimaram vivo por razões discriminatórias e atentatórias dos Direitos Humanos o jovem Orlando Figuera, acrescentou o procurador-geral.

O governo de Nicolás Maduro culpou, em 2017, aos dirigentes opositores pela morte de Figuera, que foi queimado por várias pessoas, no meio de uma protesta no município caraquenho de Chacao, um território considerado bastião do anti-chavismo. O presidente Maduro disse, então, que Figuera tinha sido “vítima de um ataque fascista, vítima de um crime de ódio que comoveu a Venezuela e a opinião pública decente do mundo”.

O Ministério Público informou que o jovem se encontrava nas imediações de Altamira “quando foi atacado por várias pessoas que lhe assestaram vários golpes, feriram-no com uma arma branca e, posteriormente, queimaram-no”. Maduro afirmou que este linchamento ocorreu “a plena luz do dia no epicentro das ações violentas e criminosas”. A procuradoria-geral explicou, em junho de 2017, quando todavia Saab não era o procurador-geral, que Figuera se encontrou com um indivíduo com o qual já tinha tido um altercado anteriormente.

Depois, segundo fonte oficial,  o assassino agrediu “imediatamente” Figuera com uma arma branca provocando-lhe uma ferida “e começou a gritar aos manifestantes que estavam ali perto que este estava a roubar para que a multidão o agredisse física e verbalmente”. Como consequência, o jovem “foi ferido várias vezes com armas brancas e uma pessoas regou-o de gasolina e ateou fogo”, afirmou o Ministério Público.

Franchini, que compareceu diante do juiz da Audiência Nacional, Santiago Pedraz, para iniciar os trâmites da entrega à Venezuela, rejeitou a extradição. De acordo com fontes citadas pelo El País, o juiz ordenou prisão preventiva enquanto o cidadão venezuelano espera por uma decisão das autoridades.

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