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Venezuela. Nicolás Maduro diz ter derrotado 'complot' da direita

Venezuela. Nicolás Maduro diz ter derrotado 'complot' da direita

Foto: AFP
Mundo 2 min. 02.05.2019

Venezuela. Nicolás Maduro diz ter derrotado 'complot' da direita

Maduro diz que EUA estão por detrás do golpe militar para derrubar o seu governo.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje que derrotou um novo "'complot' da direita" que pretendia levar o país a uma guerra civil para controlar o poder, sublinhando que os golpistas "ficaram sozinhos".

"Que a justiça faça a sua pátria. Não me tremerá o pulso, quando a justiça capturar e prender os responsáveis (...) Eu jurei respeitar e fazer respeitar a Constituição e as leis e o direito à paz e à democracia de todo o povo da Venezuela", disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, para milhares de simpatizantes que hoje marcharam até ao palácio presidencial de Miraflores, para celebrar o Dia Internacional do Trabalhador e apoiar o Chefe de Estado. "Se alguém pretender, usando as armas, entregar a pátria ao imperialismo (...), não duvidem em sair às ruas para defender a pátria, a democracia e a liberdade", frisou.

O Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou na terça-feira que os militares deram "finalmente de vez o passo" para acompanhá-lo e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro. Centenas de pessoas, incluindo portugueses e lusodescendentes residentes no país, têm saído às ruas, sobretudo na capital Caracas, para manifestar o seu apoio a Guaidó. 

Fazendo alusão ao grupo de militares que, na terça-feira, declararam apoiar o autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, Nicolás Maduro insistiu que os "golpistas" ficaram sozinhos. "Estão fugindo, entre embaixada e embaixada. A Justiça procurando-os para que paguem os seus delitos, e mais cedo do que tarde irão para a cadeia", disse. 


Militar lusodescendente acusado de 'traição' a Maduro
Lusodescendente, que é chefe do Estado-Maior das Forças Armadas venezuelanas, foi ontem dado como sendo o comandante da revolta promovida pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó.

Nicolás Maduro acusou os líderes opositores Juan Guaidó e Leopoldo López de, em coordenação com o conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, John Bolton, prepararem e dirigirem o movimento golpista que pretendia "usar as armas da República contra a própria República".

Segundo o Presidente da Venezuela, a oposição "não entende o povo humilde" da Venezuela e não percebe que "há uma poderosa união cívico militar que não trairá a história nem o legado de Hugo Chávez", que presidiu o país de 1999 a 2013.

Nicolás Maduro acusou a oposição de, além de enganar os venezuelanos e o "império norte-americano", "fazer acreditar" que abandonaria o poder e iria para Cuba, mas que teria sido impedido pelos russos. Por outro lado, frisou que "só o povo [através dos votos] põe e tira um presidente".

Maduro questionou o que teria acontecido se, na terça-feira, tivesse enviado tanques das forças especiais: "Iríamos a uma luta armada, a uma guerra civil", afirmou.

Teria acontecido "um massacre entre venezuelanos", prosseguiu. "Teria havido morte entre venezuelanos e, em Washington, teriam celebrado e ordenado uma invasão militar, para ocupar a pátria de Bolívar. Isso é o que buscavam", frisou.

Lusa

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