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Venezuela. Energia restabelecida em zonas de Caracas mas resto do país está sem luz há 40 horas
Mundo 3 min. 09.03.2019

Venezuela. Energia restabelecida em zonas de Caracas mas resto do país está sem luz há 40 horas

Venezuela. Energia restabelecida em zonas de Caracas mas resto do país está sem luz há 40 horas

Foto: AFP
Mundo 3 min. 09.03.2019

Venezuela. Energia restabelecida em zonas de Caracas mas resto do país está sem luz há 40 horas

Os semáforos foram reativados e algumas lojas estão abertas.

A eletricidade foi hoje de madrugada restabelecida em algumas zonas de Caracas, relatou este sábado a agência espanhola EFE, indicando, porém, que alguns bairros da capital venezuelana e mais de metade do país continuam sem energia há 40 horas.

A Venezuela depara-se desde quinta-feira com um “apagão”.

A EFE está a noticiar que a eletricidade foi restabelecida hoje de madrugada em algumas zonas do leste e oeste de Caracas, relatando que nessas áreas os semáforos foram reativados e algumas lojas estão abertas.

Ainda encerrado continua o metro de Caracas, o meio de transporte diário de centenas de milhares de pessoas. O metro irá permanecer encerrado até à normalização dos serviços de eletricidade.

As comunicações fixas e móveis continuam afetadas e só é possível fazer chamadas de curta distância após várias tentativas.

Este restabelecimento de energia está circunscrito apenas a algumas zonas da capital venezuelana, porque segundo a EFE, que cita vários testemunhos, outros bairros de Caracas e vários dos 23 Estados do país continuam sem energia há 40 horas seguidas.

Às 14:00 (hora de Lisboa) de hoje, o “apagão” cumpriu 40 horas seguidas nos Estados de Trujillo, Zulia, Táchira, Anzoátegui, Merida, Lara e Monagas, de acordo com as autoridades regionais e os meios de comunicação locais.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, não fez declarações públicas desde o início do “apagão”, mas tem publicado várias mensagens na rede social Twitter a responsabilizar os Estados Unidos pelo corte de energia.


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Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

“O império dos Estados Unidos, uma vez mais, subestima a consciência e a determinação do povo venezuelano. Garanto-vos que cada tentativa de agressão imperial vai encontrar uma resposta contundente das patriotas e dos patriotas que amam e defendem com coragem, a nossa pátria”, escreveu hoje o líder venezuelano.

O Governo de Maduro assegura que o corte de energia foi provocado por “um ato de sabotagem” na principal central hidroelétrica do país, controlada pelo Estado, apontando responsabilidades à oposição venezuelana.

Embora este “apagão” seja o mais longo e o mais abrangente, a Venezuela tem um historial de falhas de energia, muitas das quais se prolongaram por mais de 24 horas em várias regiões, especialmente em Zulia (oeste, na fronteira com a Colômbia).

Este “apagão” surge em plena crise política na Venezuela, que se agravou no passado dia 23 de janeiro, quando o líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional (parlamento), Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, no poder desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

Os mais recentes dados das Nações Unidas estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo situa-se nos 3,4 milhões.

Só no ano passado, em média, cerca de 5.000 pessoas terão deixado diariamente a Venezuela para procurar proteção ou melhores condições de vida.


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