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Vale a pena ensinar português na Alemanha? Debate sobre o futuro do ensino da língua em Dusseldorf
Mundo 2 min. 10.12.2021 Do nosso arquivo online
Diáspora

Vale a pena ensinar português na Alemanha? Debate sobre o futuro do ensino da língua em Dusseldorf

Diáspora

Vale a pena ensinar português na Alemanha? Debate sobre o futuro do ensino da língua em Dusseldorf

Mundo 2 min. 10.12.2021 Do nosso arquivo online
Diáspora

Vale a pena ensinar português na Alemanha? Debate sobre o futuro do ensino da língua em Dusseldorf

Lusa
Lusa
Para o presidente do GRI-DPA, atualmente existem problemas com professores, horários, locais e com o pagamento da propina exigida aos alunos, cerca de 100 euros por ano.

O Grupo de Reflexão e Intervenção da Diáspora Portuguesa da Alemanha (GRI-DPA) organiza uma conferência, este sábado, para discutir o futuro do ensino do português como língua de herança ou língua estrangeira.

O tema surge na sequência de uma primeira conferência, realizada há quatro anos, e pretende dar “um passo em frente” para perceber em que moldes faz sentido continuar a ensinar o português na Alemanha, depois de detetados vários problemas.

“Verificámos as deficiências que existem no ensino da língua portuguesa como língua de herança, ou melhor, língua materna. Porque já vamos nas terceira e quarta gerações, com netos e bisnetos de antigos emigrantes, duvidamos que ainda se possa falar de língua de herança”, disse Manuel Campos, em declarações à agência Lusa.

Para o presidente do GRI-DPA, atualmente existem problemas com professores, horários, locais e com o pagamento da propina exigida aos alunos, cerca de 100 euros por ano.

“Consideramos que esse pagamento é ilegal. O próprio ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, já disse que estaria disposto a suspender a tal propina logo que possível”, acrescentou.

Há cada vez mais interessados, na Alemanha, em aprender português  

A conferência, marcada para sábado em Dusseldorf, vai discutir os prós e contras da aprendizagem do português como língua estrangeira.

“Está confirmado que há cada vez mais interessados, na Alemanha, em aprender português. Por várias razões. É uma das línguas mais faladas no mundo, tem um elenco histórico enorme, e longo, e tem uma quantidade enorme de obras literárias que muitos querem ler e acompanhar”, sublinhou Manuel Campos.

“Temos uma série de cátedras, universidades, que dão aulas de português, mas podemos ter mais. Isso vai exigir uma série de consequências políticas, organizativas e estruturais. É esse levantamento que queremos fazer durante a conferência”, esclareceu.

O Grupo de Reflexão e Intervenção da Diáspora Portuguesa na Alemanha (GRI-DPA) é uma organização de cidadãos portugueses residentes em vários pontos da Alemanha.

A conferência “Ensino do Português como língua de herança ou como língua estrangeira?” vai contar com as participações de Ana Paula Laborinho, antiga presidente do instituto Camões, o escritor João Morgado, e Teresa Soares, secretária-geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas, entre outros.

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