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Vaga em Bruxelas: 27 mil euros por mês, 18 horas por dia
Mundo 3 min. 20.06.2019 Do nosso arquivo online

Vaga em Bruxelas: 27 mil euros por mês, 18 horas por dia

Vaga em Bruxelas: 27 mil euros por mês, 18 horas por dia

Foto: Shutterstock
Mundo 3 min. 20.06.2019 Do nosso arquivo online

Vaga em Bruxelas: 27 mil euros por mês, 18 horas por dia

O cargo de presidente da Comissão Europeia tem de ser preenchido até 1 de novembro, e as candidaturas vão ser examinadas esta quinta-feira, durante a cimeira europeia. A AFP fez uma lista das regalias e desvantagens do cargo.

A descrição das funções é exigente: dirigir o Executivo da UE, negociar com as potências mundiais, sem avião pessoal nem alojamento de função. Segundo o atual titular do cargo, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, "é um emprego a tempo inteiro, de 18 horas por dia". A AFP fez uma lista das regalias e desvantagens do cargo:

Um enorme salário

O salário é elevado: 27.903,32 euros ilíquidos por mês, tributados até 45%, ao qual acresce mensalmente um subsídio de alojamento de 4.185,50 euros e despesas mensais de 1.418,07 euros. Caso tenha filhos a seu cargo, o presidente da Comissão recebe ainda um suplemento de 410,11 euros e um abono escolar de 100,18 euros.

A título de comparação, o Presidente francês ganha bastante menos: 15.140,45 euros ilíquidos por mês, com tudo incluído.

O presidente da Comissão não tem alojamento de função, e deve por isso arrendar casa em Bruxelas ou, como Juncker, ficar num hotel.

Contrato a prazo

O mandato de cinco anos só é prorrogável uma vez.

Um gabinete sem charme

Quem substituir Juncker herdará o seu gabinete no 13° andar do edifício "Berlaymont", em forma de cruz, construído nos anos 1960 no local de um antigo convento. Um edifício que, tal como muitos outros construídos nessa época, tinha amianto, que só foi removido há 15 anos. "Nada a ver com o Eliseu, em França, ou a chancelaria em Berlim", ironiza a agência de imprensa francesa. Para mais, o Berlaymont fica num bairro cinzento, batizado Robert Schuman, um dos fundadores da Europa, nascido no Luxemburgo, com nacionalidade francesa.

Em frente ao "Berlaymont", do outro lado da rue de la Loi, fica o Conselho, onde se reúnem os chefes de Estado e de Governo dos países da UE, várias vezes por ano. O edifício, batizado "Justus Lipsius", é um constante lembrete ao presidente da Comissão Europeia do limite dos seus poderes, já que são os dirigentes dos Estados-membros e o Parlamento Europeu que tomam as decisões, com base nas suas propostas. 

Viagens

Para as suas viagens, o presidente do Executivo europeu tem de utilizar um avião comercial, como toda a gente.

Chefe de 33 mil pessoas

O presidente da Comissão  tem sob a sua direção cerca de 33.000 colaboradores de 28 países da União (após o Brexit, serão 27).

A principal língua de trabalho é o inglês, que se manterá mesmo se o Reino Unido abandonar a UE. Os outros dois idiomas usados são o francês, em perda de estatuto nos últimos anos, e o alemão.

Sob a sua autoridade direta estão 27 comissários, um por cada país da UE (além do cargo de presidente).

A dinamarquesa Margrethe Vestager, candidata à presidência da Comissão, comprometeu-se a fazer uma repartição equilibrada dos cargos entre homens e mulheres.

Reuniões à quarta-feira

Sob a direção do presidente, a Comissão Europeia propõe diretivas e decretos, destinados a toda a UE, zela pelo respeito pela concorrência entre empresas, podendo aplicar sanções financeiras, e negoceia acordos comerciais entre a UE e o mundo inteiro.

A Comissão reúne-se uma vez por semana, quase sempre à quarta-feira, em Bruxelas, e uma vez por mês, à terça, em Estrasburgo.

Uma vez por ano, em setembro, o presidente da Comissão faz um discurso sobre o Estado da União no parlamento europeu, reunido em plenário em Estrasburgo, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos, onde o presidente fala ao Congresso, mas em janeiro.

AFP / Contacto


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