Escolha as suas informações

Vacinas para crianças chegam à Europa a 13 de dezembro
Mundo 3 min. 01.12.2021
Comissão Europeia

Vacinas para crianças chegam à Europa a 13 de dezembro

Comissão Europeia

Vacinas para crianças chegam à Europa a 13 de dezembro

Foto: Jack Guez/AFP
Mundo 3 min. 01.12.2021
Comissão Europeia

Vacinas para crianças chegam à Europa a 13 de dezembro

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Comissão aconselha países a estado de vigilância contínua. Continuar estratégia conjunta, atualizar dia-a-dia as restrições de viagens e aumentar os níveis de segurança se necessário.

As vacinas para crianças a partir dos cinco anos chegam à União Europeia a 13 de dezembro, disse esta quarta-feira a presidente da Comissão Europeia. Ursula von der Leyen fez o anúncio na apresentação de novas medidas para lutar contra o aparecimento da Omicron na UE. "Vai ser uma luta contra o tempo, em que cada dia conta" na tentativa de manter a covid-19 controlada, disse a presidente do executivo europeu. A mensagem, sublinhou, é que os países devem "esperar o melhor, mas preparar-se para o pior", num momento em que já há 44 casos conhecidos da nova estirpe.

Período de festas em vigilância máxima

Só dentro de duas a três semanas os cientistas terão reunido os dados suficientes para perceber se a variante Omicron que a África do Sul reportou é mais agressiva que a atual Delta que domina a Europa. Até lá, a Comissão aconselha precaução extrema e um controlo rigoroso nas viagens para impedir que a nova estirpe da SARS-CoV-2 se espalhe pelo continente ainda não totalmente vacinado. É aconselhado que os países estejam preparados para medidas mais exigentes "e todos os controlos necessários" caso seja preciso.

O facto de as três semanas que faltam para se saber o suficiente coincidirem em cheio com o período festivo, leva a Comissão a recomendar que "uma atenção especial seja dada a aplicar e comunicar medidas específicas no período do fim do ano".


Desde hoje e até 9 de janeiro, passa a ser obrigatória a apresentação de teste negativo para entrar no país.
Portugal entrou em estado de calamidade. O que muda a partir de 1 de dezembro
O Governo decidiu apertar as medidas sanitárias nas viagens internacionais e no acesso da atividades de lazer, eventos e turismo. Saiba o que passa a estar em vigor.

O desafio duplo que a Europa tem pela frente, disse esta manhã von der Leyen na apresentação das novas recomendações aos países, é de ao mesmo tempo manter um olho na Omicron e acelerar a vacinação o mais possível, tanto nas doses de reforço, como a inocular os não vacinados. Embora muitos países já tenham iniciado campanhas de vacinação de terceiras doses, a UE não está ainda suficientemente protegida, com mais de 23.5% dos adultos ainda não completamente vacinados.

Para já, segundo os dados científicos disponíveis, disse von der Leyen, as vacinas continuam a proteger contra todas a variantes. Se não forem eficazes em relação à Omicron, os contratos celebrados com as farmacêuticas das duas vacinas mRNA permitem alterações para adaptar estes fármacos às mutações genéticas do vírus. Os cientistas referem que são necessários cerca de 100 dias para adaptar as fórmulas existentes. Segundo a Comissão, a agência responsável pela autorização de uso de medicamentos na União, a EMA, já está preparada para acelerar o processo de autorização das vacinas adaptadas à Omicron, se se revelar necessário.


EMA está pronta para adaptar vacinas à variante Omicron
A responsável da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa), Emer Cooke, disse, em Bruxelas, que o organismo está preparado para adaptar as vacinas à nova variante do coronavírus da covid-19 (Ómicron), se necessário.

São precisos 100 dias para adaptar vacinas

Para o primeiro trimestre de 2022 estão contratadas 600 milhões de doses de vacinas mRNA - as da BionTech/Pfizer e da Moderna - um número suficiente para aplicar doses de reforço a todos os adultos da União Europeia, explicou von der Leyen.

Embora a situação seja agora de alerta total, Von der Leyen agradeceu à África do Sul por ter emitido um aviso rápido quando detetaram a nova variante, "com toda a transparência". "É impressionante o que fizeram. Deram-nos a oportunidade de reagir antecipadamente", salientou. Com a Organização Mundial de Saúde a ter classificado o aparecimento da Omicron como uma situação de alto risco, Von der Leyen sublinhou que, embora ainda não se saiba muito, sabe-se "o suficiente para estarmos preocupados".


A partir de 1 de dezembro três centros vão administrar vacina de reforço. E é preciso marcar
Victor Hugo, Esch-Belval e Ettelbrück. Governo luxemburguês irá enviar por correio um convite com os procedimentos a seguir.

Além de aumentar a vacinação, a Comissão pede aos Estados-membros que voltem a impor as chamadas medidas não farmacológicas de prevenção como as máscaras, distanciamento social e regras de higiene das mãos e dos espaços.

Apesar da situação de alerta que se vive, von der Leyen referiu a reposta rápida que a UE está a dar à situação: "Há uma semana a Omicron não existia. Começámos a preparar o alerta na sexta-feira e à meia noite todos os Estados-membros estavam ativados. Isto é o resultado de um processo e de termos as ferramentas preparadas. Isto mostra a coordenação intensa que existe".

Além destas medidas, a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, alertou que a sequenciação genética deve ser acelerada e que há suporte por parte da nova entidade da Comissão para emergências de Saúde, a Hera, para ajudar os 27 países a fazê-lo.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas