Ursula von der Leyen eleita a nova presidente da Comissão Europeia
Ursula von der Leyen eleita a nova presidente da Comissão Europeia
Ursula Von der Leyen foi hoje eleita para a presidência da Comissão Europeia pelo Parlamento Europeu, ao recolher no hemiciclo de Estrasburgo (França) 383 votos a favor, 327 contra, 22 abstenções e um nulo.
Candidata indigitada pelo Conselho Europeu para a presidência da Comissão Europeia, a conservadora Von der Leyen, 60 anos, irá assim suceder, no dia 1 de novembro, ao luxemburguês Jean-Claude Juncker, que liderou o executivo comunitário nos últimos cinco anos, tornando-se na primeira mulher a ocupar o cargo.
A nova presidente da Comissão Europeia precisava de pelo menos 374 votos para ser eleita - metade dos eurodeputados mais um -, tendo superado a maioria absoluta por apenas nove votos.
Ao ser questionada sobre a razão que a levou a aceitar a nomeação para presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen relembrou o seu passado e a história da sua família. "Nasci europeia, cresci em Bruxelas, venho de uma família que tem uma história europeia e sempre quis regressar a um ambiente europeu", disse a nova presidente da Comissão Europeia.
José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia de 2004 a 2014, felicitou a alemã através do Twitter. "Acredito realmente que ela tem todas as qualidades de competência política e compromisso europeu para liderar a nossa Europa", disse o ex-presidente da Comissão Europeia.
Já o primeiro-ministro português António Costa fez questão de acentuar que o "próximo passo" deverá ser "a adoção de um orçamento plurianual que corresponda às ambições desta nova agenda em resposta às expectativas dos nossos cidadãos".
"Parabéns a Ursula von der Leyen pela sua eleição como presidente da Comissão Europeia. Ansioso por trabalhar de perto com a equipa da Comissão Europeia para a implementação da agenda progressista estratégica da União Europeia com a qual a presidente se comprometeu para os próximos cinco anos", escreveu António Costa no Twitter.
Antes da votação, que decorreu esta terça-feira às 18 horas, Ursula Von der Leyen comprometeu-se a tornar a Europa o primeiro continente a alcançar a meta da neutralidade carbónica em 2050, indicando que irá apresentar um “acordo verde” nos primeiros 100 dias no cargo.
A alemã tentou ainda ‘seduzir’ a bancada dos Socialistas e Democratas (S&D), comprometendo-se a completar a União de Capitais, a recorrer à flexibilidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento e a taxar os gigantes tecnológicos a operar na União Europeia, três das bandeiras defendidas pelos socialistas. “Não deve haver qualquer compromisso quanto ao respeito pelo Estado de Direito. A Comissão irá defender o Estado de Direito sempre que for atacado”, garantiu, afastando as dúvidas expressas por socialistas e liberais na passada semana, após a ronda de consultas da candidata com os grupos políticos em Bruxelas.
Também no que toca às migrações, Von der Leyen foi perentória: “No mar, há o dever de salvar vidas. E nos nossos tratados e convenções há o dever moral de respeitar a dignidade humana. A UE deve salvar, mas salvar não é suficiente. Temos de combater o crime organizado, melhorar a situação de refugiados”.
Com Lusa
