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União Europeia vai lançar certificados de vacinas
Mundo 3 min. 19.01.2021

União Europeia vai lançar certificados de vacinas

União Europeia vai lançar certificados de vacinas

Foto: AFP
Mundo 3 min. 19.01.2021

União Europeia vai lançar certificados de vacinas

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Até março, os países vão comprometer-se com vacinar 80% de pessoal de saúde e de cidadãos com mais de 80 anos. No verão, o objetivo é vacinar 70% da população adulta.

Os certificados serão reconhecidos nos países europeus “e para além da UE”, salientou o vice-presidente da Comissão Europeia Margaritis Schinas, permitindo as viagens, mas também serão usados internamente nos países para garantir “a continuidade dos cuidados médicos”. De acordo com a Comissão, estes “passaportes de imunidade”, serão assegurados pelas leis europeias de proteção de dados.

Até ao fim de janeiro estará definida uma posição conjunta dos 27 sobre os certificados. “Vivemos tempos extraordinários e são necessárias medidas extraordinárias”, disse Schinas sobre este “novo instrumento” que irá permitir uma maior mobilidade aos cidadãos vacinados.

Objetivo: imunidade de grupo no verão

Antes da reunião da próxima quinta-feira, dia 21, dos líderes europeus para discutir o crescimento de casos na Europa, a Comissão Europeia propôs novas medidas para enfrentar os próximos meses. Com novas variantes a serem descobertas e com o número de casos a disparar, o objetivo é conseguir aumentar o ritmo de vacinação, garantindo até março vacinar 80% de pessoal de saúde e de cidadãos com mais de 80 anos. 

Até agosto, o objetivo é vacinar pelo menos 70% da população adulta.  Este é o número que garantirá imunidade de grupo na União Europeia. Stella Kyriakides, comissária europeia de Saúde, disse que as metas são ambiciosas, mas possíveis. Nas próximas semanas haverá, garantiu Schinas, mais vacinas a serem aprovadas pela Agência Europeia de Medicamento (EMA), o que tornará exequível atingir a vacinação em massa. 


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Neste momento, a EMA está a proceder à avaliação da vacina da AstraZeneca para introdução no mercado. Por outro lado, a Comissão irá trabalhar com as farmacêuticas para acelerar a produção.

A Comissão pediu aos Estados-membros que continuem a aplicar as medidas de distanciamento social, que aumentem a capacidade de testagem, e que aumentem a capacidade de sequenciação de genomas para detetar novas variantes do SARS-CoV-2. E pediu às autoridades nacionais para lutarem também contra fatores psicológicos como a “covid fatigue”, que leva as pessoas a relaxarem os protocolos de segurança, e contra as campanhas de desinformação. “Este não é o momento para complacências”, advertiu Schinas.

O desafio novo de 2021: apanhar as novas variantes

Com as novas variantes do vírus a circular na Europa, a Comissão está a aconselhar o uso de testes rápidos em massa, para detetar rapidamente novos focos. E os 27 deverão rapidamente acelerar a sequenciação de genoma para pelo menos 5% dos testes positivos registados. Até ao momento, segundo os dados da Comissão, os estados estão a fazer menos de 1% da análise genética das amostras positivas. O verdadeiro impacto das novas variantes não está, por isso, a ser avaliado.

Viagens? O mínimo possível

Até a situação epidemiológica estar controlada, a Comissão desaconselha as viagens não essenciais dentro ou para além das fronteiras nacionais. No entanto, o fecho de fronteiras continua a não ser recomendado, a não ser em situações especiais. Restrições de viagens, incluindo a obrigação de testes a viajantes, devem ser mantidas para aqueles provenientes de zonas vermelhas.

Vacinas para países terceiros

Hoje foi ainda anunciada a criação de um mecanismo de doação das vacinas que a Europa vai receber em excesso para países terceiros– os contratos já celebrados garantem 2.3 mil milhões de doses para uma população total de 450 milhões. Os países beneficiados deverão ser inicialmente os dos Balcãs Ocidentais e os países africanos.

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