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Um morto e um ferido em tiroteio durante protestos contra o racismo nos EUA
Mundo 2 min. 28.06.2020

Um morto e um ferido em tiroteio durante protestos contra o racismo nos EUA

Um morto e um ferido em tiroteio durante protestos contra o racismo nos EUA

Foto:AFP
Mundo 2 min. 28.06.2020

Um morto e um ferido em tiroteio durante protestos contra o racismo nos EUA

Lusa
Lusa
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um homem a abrir fogo, enquanto os manifestantes procuram abrigo.

Pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida no sábado, num tiroteio em Louisville, no estado do Kentucky, nos Estados Unidos, durante protestos contra o racismo e a violência policial, anunciou a Polícia local.

O incidente deu-se durante uma manifestação para protestar contra a morte de Breonna Taylor, uma afroamericana de 26 anos alvejada em sua casa pela Polícia de Louisville, em 13 de março.


Democratas aprovam reforma da polícia nos Estados Unidos
A oposição dos republicanos ao diploma torna, contudo, muito difícil que a medida receba luz verde do senado, onde os republicanos têm a maioria, sem a qual não pode tornar-se lei.

De acordo com um comunicado da Polícia, citado pela agência de notícias Associated Press (AP), as forças de segurança foram chamadas às 21:00 de sábado, hora local (02:00 de hoje em Portugal), quando se ouviram tiros no Parque Jefferson Square, epicentro há várias semanas de protestos contra o rascismo e a violência policial.

Um homem morreu no local e uma pessoa foi hospitalizada, segundo a Polícia, que está a investigar o ataque "para identificar todos os envolvidos no incidente".

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um homem a abrir fogo, enquanto os manifestantes procuram abrigo.

"É uma tragédia que esta zona de protestos pacíficos se tenha convertido agora no local de um crime", lamentou o autarca da localidade, Greg Fischer, em comunicado.

Este é o segundo tiroteio no espaço de um mês em Louisville, onde se multiplicam os protestos pela morte de Breonna Taylor e de George Floyd, em Minneapolis.

Em 28 de maio, sete pessoas ficaram feridas em resultado de um tiroteio na localidade, levando a mãe de Taylor a apelar aos manifestantes para que reclamem justiça "sem se magoarem uns aos outros".

Breonna Taylor foi morta a tiro em casa, em 13 de março, quando agentes da Polícia invadiram o local, à procura de drogas, que nunca seriam encontradas.

Três meses depois, só um dos três agentes envolvidos no incidente foi despedido. Os manifestantes reclamam há semanas que os três sejam acusados de homicídio.


As manifestações estão a levar a política europeia a encarar o racismo
O Parlamento Europeu discutiu o assunto na abertura da sessão e a Comissão Europeia prometeu desbloquear diretiva com 12 anos. Dados oficiais dão conta de discriminação racial em vários aspetos da vida na União Europeia.

O caso originou protestos contra o racismo e a violência policial, tal como aconteceria em maio com o homicídio de George Floyd, em Minneapolis.

Além da morte do afroamericano de 46 anos, os manifestantes evocam também com frequência a morte de Breonna Taylor, além de Ahmaud Arbery, alvejado enquanto fazia 'jogging', e de Rayshard Brooks, morto durante uma detenção policial.

George Floyd morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas e em todo o mundo.

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