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UE quer Rússia a pagar em dinheiro e na justiça pelos "crimes horríveis"
Mundo 2 min. 30.11.2022
Guerra na Ucrânia

UE quer Rússia a pagar em dinheiro e na justiça pelos "crimes horríveis"

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
Guerra na Ucrânia

UE quer Rússia a pagar em dinheiro e na justiça pelos "crimes horríveis"

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
Foto: Philipp von Ditfurth/dpa
Mundo 2 min. 30.11.2022
Guerra na Ucrânia

UE quer Rússia a pagar em dinheiro e na justiça pelos "crimes horríveis"

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Ursula von der Leyen anunciou a criação de um tribunal internacional especializado nos crimes de guerra russos. E que as reservas bloqueadas do Banco Central Russo e os 19 mil milhões de euros congelados aos oligarcas serão usados na reconstrução do país.

Os “crimes horríveis da Rússia” não vão “ficar por punir”, disse na manhã desta quarta-feira Ursula von der Leyen, numa curta declaração. A presidente da Comissão Europeia anunciou que, continuando a sustentar o Tribunal Penal Internacional, a UE vai propor aos seus parceiros internacionais a criação de um tribunal especializado, apoiado pela Organização das Nações Unidas, “para investigar e julgar o crime de agressão da Rússia . “Estamos prontos para começar a trabalhar com a comunidade internacional para encontrar o apoio mais abrangente possível para este tribunal especializado”, disse.

Além de pagar na justiça pelos massacres contra civis, von der Leyen sustentou ainda que deverá ser o país agressor a pagar pela devastação material causada. As estimativas em dinheiro dos danos patrimoniais causados ao país pelo bombardeamento é atualmente, segundo disse von der Leyen, de 600 mil milhões de euros. E “a Rússia e os seus oligarcas devem compensar a Ucrânia pelos danos e cobrir os custos de reconstruir o país”.

Rússia a assumir compensação total pelos estragos patrimoniais

Os meios para fazer a Rússia pagar são além dos 300 mil milhões de euros bloqueados do banco central russo, os 19 mil milhões de dinheiro congelado na União Europeia a oligarcas russos, neste momento sancionados. No curto prazo, Ursula von der Leyen propôs “criar uma estrutura para gerir estes fundos e investi-los e iriamos então usar posteriormente os rendimentos para reconstruir a Ucrânia”. 


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Berlim assegurou também a Kiev que irá manter um apoio contínuo no setor da defesa aérea e da reconstrução a longo prazo.

“E assim que as sanções estiverem levantadas, os fundos serão usados para que a Rússia assuma compensação total pelos danos causados à Ucrânia”. Von der Leyen salientou que a União Europeia não estará sozinha nesta iniciativa: “Vamos trabalhar num acordo internacional com os nossos parceiros para tornar isto possível. E juntos podemos encontrar formas legais de chegar a isso”.

A ideia inicial é que seria a União Europeia a encontrar no seu orçamento forma de assistir (juntamente com dadores internacionais) na reconstrução do país neste momento candidato a juntar-se ao grupo dos 27. Mas com a guerra a entrar no seu décimo mês, a ideia é que a fatura dos crimes, moralmente e materialmente, seja paga – o mais possível – pela própria Federação Russa e os associados a Vladimir Putin.

 

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