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UE não reconhece vitória de Lukashenko na Bielorrúsia
Mundo 19.08.2020

UE não reconhece vitória de Lukashenko na Bielorrúsia

UE não reconhece vitória de Lukashenko na Bielorrúsia

AFP
Mundo 19.08.2020

UE não reconhece vitória de Lukashenko na Bielorrúsia

Reunidos em cimeira extraordinária, os líderes europeus cederam aos pedidos de solidariedade da líder da oposição e querem novas eleições.

No rescaldo da cimeira extraordinária, convocada para discutir a tensão política e social que se vive na Bielorrúsia, a União Europeia decidiu não reconhecer o resultado eleitoral que renovou pela sexta vez o mandato de Alexander Lukashenko na presidência do país. 

"Não reconhecemos os resultados das autoridades bielorrussas", disse Michel, numa conferência de imprensa transmitida virtualmente fruto da pandemia do novo coronavírus. "Estamos do vosso lado a apoiar o vosso desejo de exercerem os direitos democráticos fundamentais e no vosso desejo para um futuro pacífico, democrático e próspero", acrescentou. 

Empenhados numa transição de poder, os líderes europeus referiram ainda que a UE "está pronta para acompanhar a transição democrática do poder na Bielorrússia". 

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, sublinhou que "não pode haver interferências exteriores no diálogo entre entre as partes na Bielorrússia", embora tenha frisado a importância de ter observadores externos nas eleições propostas pela União Europeia. 

Injeção financeira

Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen anunciou um pacote de ajuda financeira de 53 milhões de euros para apoiar o povo bielorrusso — dois milhões para ajudar as “vítimas da repressão e da violência estatal inaceitável”, um milhão para a “sociedade civil e para os media independentes” e 50 milhões de euros destinados ao combate à covid-19, nomeadamente para hospitais, equipamento médico e também grupos vulneráveis e serviços sociais.

A reunião extraordinária também serviu para confirmar a aplicação de sanções contra as autoridades bielorrussas que, considera, terem participado naquilo que chama de "repressão e fraude eleitoral". 

Horas antes do arranque da cimeira extraordinária, a líder da oposição Svetlana Tikhanovskaya apelou à solidariedade dos representantes dos estados membros, pedindo-lhes que rejeitassem os resultados das eleições presidenciais que deram a vitória a Alexander Lukashenko a 9 de agosto, com 80% dos votos. 

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