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UE analisa hoje à tarde sanções contra a Rússia
Mundo 2 min. 22.02.2022 Do nosso arquivo online
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UE analisa hoje à tarde sanções contra a Rússia

Tanques da Rússia e Bielorrússia em exercícios militares, perto de Brest, na Bielorrússia, a 21 de fevereiro deste ano.
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UE analisa hoje à tarde sanções contra a Rússia

Tanques da Rússia e Bielorrússia em exercícios militares, perto de Brest, na Bielorrússia, a 21 de fevereiro deste ano.
Foto: Ministério da Defesa russo/AFP
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UE analisa hoje à tarde sanções contra a Rússia

Lusa
Lusa
Vladimir Putin ordenou na segunda-feira a mobilização do Exército russo para "manutenção da paz" nos territórios separatistas no leste da Ucrânia, que reconheceu como independentes.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão analisar esta terça-feira em Paris a imposição de sanções a Rússia, anunciou o alto responsável para a Política Externa e Segurança, Josep Borrell.

"Tenho a certeza de que a decisão vai ser tomada por unanimidade", disse Josep Borrell aos jornalistas antes da reunião organizada pela Presidência francesa sobre as relações da União Europeia e os países da região Indo-Pacífico que decorre esta terça-feira em Paris.

Aproveitando a presença em Paris de quase todos os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco europeu, Josep Borrell disse que convocou para esta terça à tarde um Conselho informal "que vai tomar as decisões políticas sobre a resposta europeia" que "evidentemente vão ser sob a forma de sanções".


Josep Borrell, Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.
A hora mais negra desde o fim da Guerra Fria
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse que se a Rússia invadir a Ucrânia terá que responder perante a comunidade internacional e perante a história. Um pacote de sanções "duríssimas" está pronto e Borrell garante que todos os países europeus o vão aprovar.

"Os ministros vão discutir a minha proposta", disse Josep Borrell acrescentando que as "sanções são uma competência do Conselho" da União Europeia. "Já estamos a trabalhar na preparação dos textos e, esta tarde o Conselho vai decidir as sanções", afirmou Borrell apesar de ter salvaguardado que "tal não significa que hoje se venham a tomar todas as decisões".

"Vamos tomar as decisões de urgência, a resposta imediata", declarou não especificando que tipo de sanções podem vir a ser aplicadas. A reunião sobre a nova anexação dos territórios ucranianos pela Rússia vai decorrer após o encontro ministerial com os países da região Indo-Pacífico.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Jean-Yves Le Drian, considerou "muito grave" a decisão do presidente russo, Vladimir Putin, que anunciou segunda-feira o reconhecimento da independência das regiões pró-russas da Ucrânia tendo enviado tropas para o Dombás onde a guerra se prolonga desde 2014.


Putin reconhece territórios separatistas da Ucrânia como países independentes
Emmanuel Macron e Olaf Scholz, mediadores do conflito no leste da Ucrânia, já lamentaram a sua “deceção" sobre esta decisão. Putin alega que a Ucrânia é historicamente parte do império russo.

"Foi uma decisão muito grave, inaceitável, mostremos a nossa solidariedade à Ucrânia", disse Le Drian aos jornalistas à entrada da reunião entre a União Europeia e os países da região Indo-Pacífico.

Para o ministro francês, a atuação da Rússia "é uma violação do direito internacional e uma ameaça à soberania da Ucrânia, ignorando todos os compromissos internacionais, incluindo os acordos de Minsk".

Na segunda-feira, Vladimir Putin ordenou a mobilização do Exército russo para "manutenção da paz" nos territórios separatistas no leste da Ucrânia, que reconheceu como independentes.

Putin assinou dois decretos que pedem ao Ministério da Defesa russo que "as Forças Armadas da Rússia assumam as funções de manutenção da paz no território" das "repúblicas populares" de Donetsk e Lugansk.

Em 2014 a Rússia invadiu o leste da Ucrânia e anexou a Península da Crimeia, território ucraniano. A guerra no leste da Ucrânia entre as forças de Kiev e milícias separatistas fizeram até ao momento mais de 14 mil mortos, de acordo com as Nações Unidas. 

Paralelamente, na Bielorrússia vai realizar-se no domingo o referendo constitucional sobre a proibição de produção ou presença de armas nucleares sendo que é também previsível que as tropas russas se mantenham no país.

 

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