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UE acorda mais sanções contra Rússia em resposta à prisão de Alexei Navalny
Mundo 2 min. 23.02.2021

UE acorda mais sanções contra Rússia em resposta à prisão de Alexei Navalny

UE acorda mais sanções contra Rússia em resposta à prisão de Alexei Navalny

Foto: AFP
Mundo 2 min. 23.02.2021

UE acorda mais sanções contra Rússia em resposta à prisão de Alexei Navalny

Representante europeu, Josep Borrell, que esteve em Moscovo há duas semanas, diz que Rússia optou "pelo confronto permanente".

As relações entre Bruxelas e Moscovo atingiram um ponto de difícil retorno com o caso Navalny. Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, reunidos na segunda-feira, em Bruxelas, concordaram em prorrogar as sanções iniciadas contra a Rússia em 2014 como resposta à prisão do opositor russo Alexei Navalni. 

A turbulência nas relações com a Rússia contrastou com o novo clima de harmonia com Washington, que se tornou evidente durante a primeira reunião de alto nível com a administração do Presidente Joe Biden. O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, participou durante duas horas, via videoconferência, no Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. Josep Borrell, responsável diplomático da UE, assegurou que a intervenção de Blinken tocou o seu coração, "para lá da política" e confia num entendimento transatlântico renovado após quatro anos de Donald Trump.


Navalny. Representante diplomático da UE visita Rússia com críticas a Putin
Moscovo respondeu ao porta-voz de nacionalidade espanhola recordando os presos independentistas condenados por Madrid.

Com a Rússia, por outro lado, a distância está a alargar-se quase de dia para dia. As novas sanções acordadas na segunda-feira resultarão numa lista de altos funcionários que tenham participado na prisão de Navalni. E serão aplicadas com base no novo regime de sanções por violações dos direitos humanos adoptado pela UE no final do ano passado. 

A decisão, que deverá ser oficialmente finalizada nos próximos dias, surge após o recente confronto frontal em Moscovo entre Borrell e o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, devido à prisão do líder da oposição russa Alexei Navalni e à repressão de alguns dos seus apoiantes.

Então, o representante da UE foi confrontado pelo seu homólogo russo com a prisão do rapper Pablo Hasél e vários presos independentistas catalães. Ainda assim, o Alto Representante afirmou estar convencido de que a sua viagem à capital russa tinha ajudado os 27 Estados-membros a unificar a sua visão da Rússia, que está normalmente dividida entre os parceiros a favor de uma solução mais dura, como a Polónia, e aqueles que preferem apaziguar Moscovo, como a França e a Alemanha). "Há um sentimento comum de que a Rússia está a deslizar por um caminho autoritário e a distanciar-se da Europa", concluiu Borrell após o encontro.


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Em 2007, comparou imigrantes a baratas e, hoje, apresenta-se como a alternativa a Vladimir Putin. Das simpatias extremistas à formação nos Estados Unidos, o agora condenado a dois anos e meio de prisão é uma figura controversa.

Borrell acredita que o seu confronto com Lavrov em Moscovo serviu para mostrar que a Rússia "não está interessada na cooperação mas sim no confronto e no distanciamento". Após a reunião com os ministros, o Alto Representante salientou que "temos de encontrar um modus vivendi com um vizinho que, infelizmente, optou pelo confronto permanente e decidiu tornar-se um adversário".

O acordo alcançado abre o caminho para uma nova ronda de sanções. E ilustra a crescente deterioração da relação entre Bruxelas e Moscovo. Para além das sanções comerciais impostas pela alegada agressão russa contra a integridade territorial da Ucrânia, a UE já proibiu a entrada e decretou o congelamento dos seus bens em território da UE a mais de 180 altos funcionários da administração russa. A lista será agora alargada com outra lista de nomes baseada no novo instrumento de sanções por violações dos direitos humanos.

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