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Ucrânia: Zelensky diz que Kiev começou a exportar eletricidade para a UE
Mundo 02.07.2022
Guerra

Ucrânia: Zelensky diz que Kiev começou a exportar eletricidade para a UE

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Ucrânia: Zelensky diz que Kiev começou a exportar eletricidade para a UE

Photo: AFP
Mundo 02.07.2022
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Ucrânia: Zelensky diz que Kiev começou a exportar eletricidade para a UE

Lusa
Lusa
A energia ucraniana pode "substituir uma parte considerável do gás russo consumido pelos europeus", disse o presidente ucraniano. UE fala em "vitória".

A Ucrânia começou a exportar eletricidade "de maneira significativa" para a UE, através da Roménia, anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Foi dado um passo importante na nossa aproximação à União Europeia" na quinta-feira, disse, na quinta-feira à noite, o líder da Ucrânia, país que recebeu na semana passada o estatuto de candidato à adesão à UE, aprovado pelos 27 Estados-membros.

"Este é apenas um primeiro passo", sublinhou Zelensky, no habitual discurso, em vídeo, à população ucraniana.

“Estamos a preparar-nos para aumentar as exportações”, acrescentou.


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Substituir o gás russo

O Presidente ucraniano defendeu que “a eletricidade ucraniana pode substituir uma parte considerável do gás russo consumido pelos europeus”.

"Não é apenas uma questão de receitas de exportação para nós, é uma questão de segurança para toda a Europa", insistiu.

A Ucrânia estava ligada a rede elétrica russa até ao início da invasão, em 24 de fevereiro, tendo depois operado de forma autónoma até meados de março, altura em que foi ligada à rede europeia, o que deve ajudar o país a manter o funcionamento apesar da guerra.

“A partir de hoje, a Ucrânia pode exportar eletricidade para o mercado da UE”, indicou, na quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, na rede social Twitter.

Passo "vitorioso"

Ursula von der Leyen descreveu este passo como uma vitória para os dois lados. "Isto trará uma fonte adicional de eletricidade para a UE. E uma receita muito necessária para a Ucrânia”, considerou.

A ofensiva militar da Rússia já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.


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O conflito causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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“A Comissão Europeia seguirá em frente neste caminho”, adiantou, anunciando ainda que informou Zelensky sobre “o desembolso de uma segunda tranche de cerca de 300 milhões de euros de assistência macrofinanceira à Ucrânia”.