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Turquia exige respostas da UE para controlar crise dos refugiados
Mundo 2 min. 10.03.2020 Do nosso arquivo online

Turquia exige respostas da UE para controlar crise dos refugiados

Turquia exige respostas da UE para controlar crise dos refugiados

AFP
Mundo 2 min. 10.03.2020 Do nosso arquivo online

Turquia exige respostas da UE para controlar crise dos refugiados

Turquia acredita que é possível chegar a acordo com a UE até ao fim do mês.

Depois do embate entre o presidente turco e os líderes da União Europeia que decorreu, esta segunda-feira à noite, o ministro dos negócios estrangeiros daquele país mostrou-se confiante e disse que, até 26 de março, a Turquia espera chegar a um novo acordo para resolver a crise migratória.

"Se conseguirmos chegar a um acordo até 26 de março, este será colocado sobre a mesa na reunião de líderes europeus" , disse Mevlüt Cavusoglu numa entrevista à agência de notícias estatal Anadolu, referindo-se à reunião do Conselho Europeu marcada para a mesma data, entre 26 e 27 de março.

A declarações do chefe da diplomacia são as primeiras declarações públicas, depois do encontro entre o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o responsável pelo Conselho Europeu, Charles Michel.

Convocada de urgência, depois de a Turquia ter anunciado há duas semanas a abertura de suas fronteiras para a Europa para permitir a passagem de milhares de migrantes, causando tensão na fronteira com a Grécia, a reunião terá servido apenas para que os líderes trocassem algumas posições. Sem resolução imediata,a UE e Ancara decidiram continuar as negociações sobre a questão da migração. Nesse contexto, Cavusoglu adiantou que se reuniria com o chefe da diplomacia europeia Josepp Borrell.

Turquia exige mais dinheiro 

Na cimeira de Bruxelas na segunda-feira, a UE também pediu à Turquia que "honre os compromissos" resultantes de um acordo UE-Turquia concluído em março de 2016, que prevê a permanência de migrantes na Turquia, em especial em troca de ajuda financeira da Europa.

Mas Ancara acusou a UE de não ter cumprido todas as suas promessas, principalmente em termos de financiamento.

Cavusoglu também disse hoje que o acordo de 2016 deve ser reavaliado à luz dos últimos desenvolvimentos na Síria, especialmente na província de Idlib, onde quase um milhão de pessoas deslocadas pela violência estão na fronteira turca.

O Presidente Erdogan exorta regularmente os países europeus a apoiar financeiramente o seu projeto de construção de moradias permanentes em Idlib para realocar os deslocados e, assim, impedir uma nova onda de refugiados na Turquia, que já abriga 3,6 milhões de sírios.

"Estamos prontos para trabalhar de forma construtiva, mas se tivermos de elaborar um roteiro, esperamos que a UE seja sincera", disse hoje Cavusoglu.

com Lusa


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