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Turistas vão de férias ao Alasca para ver glaciares antes que "seja tarde demais"
Mundo 04.06.2019

Turistas vão de férias ao Alasca para ver glaciares antes que "seja tarde demais"

Turistas vão de férias ao Alasca para ver glaciares antes que "seja tarde demais"

Foto: NIC. SCHOETTER
Mundo 04.06.2019

Turistas vão de férias ao Alasca para ver glaciares antes que "seja tarde demais"

A maior parte dos turistas são oriundos da Austrália, China e Índia.

O rápido degelo dos glaciares devido às alterações climáticas criou um novo mercado para os operadores turísticos do Alasca, nos Estados Unidos. O jornal Anchorage Daily News noticiou que as operadoras de várias empresas de turismo estão a registar um aumento em reservas de viagens de grupos que querem assistir ao recuo do único estado ártico do país.


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Devido ao degelo, já não se consegue chegar ao cimo do glaciar de Spencer, antes acessível apenas de comboio. As temperaturas elevadas derreteram o gelo na base do glaciar e tornaram-no instável. Desde então, as operadoras turísticas transportam os clientes de avião até ao glaciar, numa zona que ainda é segura e onde são realizadas várias atividades, desde comer caranguejos a dormir em tendas geodésicas.

“Faz sentido ter acesso aos glaciares. As pessoas querem vê-los, tanto visitantes como locais”, disse Matt Szundy, dono de uma das empresas de turismo no Alasca, ao jornal Anchorage Daily News. “Mas estão a derreter depressa.” O jornal entrou em contacto com várias empresas turísticas, que confirmam que a procura aumentou, tudo porque as pessoas querem ver os glaciares antes que “seja tarde demais”. Segundo as mesmas empresas, os turistas são oriundos da Austrália e de mercados emergentes como China e Índia.


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Uma nova revisão dos dados de pesquisas publicada no Jornal da Glaciologia prevê que os 25 mil glaciares do Alasca perderão entre 30% e 50% de sua massa até ao final deste século.

Com Lusa