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Tubarões, selfies e Marcelo. A visita de Macron à antiga Expo98 na Conferência dos Oceanos
Mundo 10 3 min. 01.07.2022
Lisboa

Tubarões, selfies e Marcelo. A visita de Macron à antiga Expo98 na Conferência dos Oceanos

Lisboa

Tubarões, selfies e Marcelo. A visita de Macron à antiga Expo98 na Conferência dos Oceanos

Foto: AFP
Mundo 10 3 min. 01.07.2022
Lisboa

Tubarões, selfies e Marcelo. A visita de Macron à antiga Expo98 na Conferência dos Oceanos

Redação
Redação
O presidente francês esteve em Lisboa para participar na Conferência dos Oceanos da ONU, que termina esta sexta-feira em Lisboa e que será realizada, em 2025, pela França em conjunto com a Costa Rica.

O residente francês, Emmanuel Macron, esteve esta quinta-feira, em Lisboa, para receber a passagem de testemunho para a França da próxima conferência das Nações Unidas sobre os oceanos, a realizar em 2025 e organizada em conjunto com a Costa Rica.

A capital portuguesa acolheu ao longo desta semana o evento da ONU, numa organização conjunta com o Quénia, na qual participam delegações de 159 países e instituições, para debater o estado dos oceanos e a sua sustentabilidade. 

O presidente francês foi recebido por Marcelo Rebelo de Sousa e percorreu a pé, juntamente, com o seu homólogo português vários pontos da zona da antiga Expo98, atual Parque das Nações, onde decorreram os encontros da conferência da ONU.

No passeio, mais ou menos institucional, Macron parou várias vezes para falar falar ou tirar selfies com turistas franceses e não só, que passeavam pela mesma zona, e foi também apanhado pela polémica do dia em Portugal, a antecipada mas não confirmada demissão do ministro das infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

A meio do passeio com o chefe de Estado francês, o Presidente da República portuguesa foi questionado pelos jornalistas sobre que comentários fazia em relação ao ministro das Infraestruturas e ao despacho relativo ao novo aeroporto de Lisboa. Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "é preciso saber esperar", primeiro em francês e depois em português, sob uma expressão sorridente e simultaneamente surpreendida de Macron.

O presidente francês acabou por ser apanhado noutra situação inédita, ao discursar no Oceanário de Lisboa, numa mesa redonda com especialistas, tendo o aquário e os tubarões como cenário de fundo. 


Proteger os oceanos

Em Lisboa, o presidente francês  afirmou que iniciativas como a Conferência dos Oceanos da ONU trazem resultados concretos e deu o exemplo dos países que se juntaram ao compromisso de 30% das áreas oceânicas protegidas até 2030.

“Criamos (nestes eventos) coligações para proteger melhor, por exemplo, os nossos espaços marítimos. Graças a esta conferência, foram reunidos mais países. Chegámos a mais de 100 países”, sublinhou Emmanuel Macron, citado pela agência Lusa.

O chefe de Estado já tinha apontado a importância de “usar este impulso" para se "avançar coletivamente”, referindo-se aos trabalhos da conferência de Lisboa e apoiando a luta contra a pesca ilegal e o acordo sobre a poluição por plásticos como prioridades.

“O que começámos aqui, a importância desta conferência é ver o que tem sido feito recentemente, mas também qual será a agenda nos tempos próximos e quero dizer que o nosso compromisso é total, abrangente e coletivo”, afirmou.

Ao proteger os oceanos e a biodiversidade marinha “protegemos o ambiente”, sublinhou Macron, frisando que “apesar de muitas dificuldades geopolíticas e da guerra (na Ucrânia)”, as Nações Unidas têm “muito a fazer neste domínio e não podem desviar-se do objetivo”.

Reafirmando o compromisso da UE e de França, Macron apontou exemplos do que está já a ser feito na sequência da conferência de Brest, no início deste ano, sobre alterações climáticas “no que diz respeito ao transporte marítimo e aéreo, aos veículos de emissões zero, ao reforço dos mercados de carbono e ajuda às famílias que combatem a desflorestação”.

“Estamos em meados de 2022 e o horizonte de 2030 que definimos para nós próprios já é visível”, afirmou o Presidente francês, para frisar a importância de, como aconteceu em Lisboa, reunir cientistas, sociedade civil, filantropos e empresas, além dos lideres mundiais, no objetivo de salvar os oceanos.

(Com agências)

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