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Trump não exclui que cimeira com Kim possa ser adiada
Mundo 2 min. 22.05.2018 Do nosso arquivo online

Trump não exclui que cimeira com Kim possa ser adiada

Donald Trump

Trump não exclui que cimeira com Kim possa ser adiada

Donald Trump
AFP
Mundo 2 min. 22.05.2018 Do nosso arquivo online

Trump não exclui que cimeira com Kim possa ser adiada

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje pensar que a sua aguardada cimeira com o seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, "poderá não se realizar" como está previsto, a 12 de junho, em Singapura, mas "talvez depois".

"Pode acontecer que não se realize a 12 de junho", declarou Trump à imprensa, ao receber na Casa Branca o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, referindo "algumas condições", mas sem fornecer mais pormenores.

Trump acrescentou, contudo, que acredita que Kim fale "a sério" quando garante estar disposto a avançar com a desnuclearização.

O chefe de Estado norte-americano disse ter notado uma diferença de tom da Coreia do Norte após uma segunda reunião na cimeira com o Presidente chinês, e principal aliado de Pyongyang, Xi Jinping.

"Havia uma diferença quando Kim Jong-un deixou a China pela segunda vez, havia uma atitude diferente após este encontro e fiquei um pouco surpreendido", disse Trump, interrogando-se sobre o papel do seu homólogo chinês.

"As coisas mudaram após esta reunião e não posso dizer que isso me deixe muito satisfeito", observou.

A três semanas do histórico encontro agendado para Singapura, o inquilino da Casa Branca, que conta com Moon Jae-in para o ajudar a decifrar as intenções exatas do homem forte de Pyongyang, indicou igualmente que um novo encontro entre Moon e Kim poderá não se realizar, depois de os dois dirigentes se terem reunido na fronteira entre as duas Coreias no mês passado, uma ocasião histórica e simbólica.

A atual atmosfera está longe da euforia expressa nas semanas que se seguiram ao anúncio, a 08 de março, de um acordo de base para uma cimeira, durante muito tempo inimaginável, entre o Presidente dos Estados Unidos e o herdeiro da dinastia Kim, que reina na Coreia do Norte há mais de meio-século.

A incerteza quanto à realização da inédita cimeira agendada para 12 de junho instalou-se na semana passada, quando a Coreia do Norte ameaçou cancelar a cimeira entre Kim e Trump se os Estados Unidos tentassem obrigá-la a renunciar unilateralmente ao seu arsenal nuclear, num regresso à sua conflituosa retórica tradicional.

Pyongyang, que cancelou a 16 de maio um encontro de alto nível com a Coreia do Sul para protestar contra exercícios militares anuais em curso entre Seul e Washington, subiu o tom do discurso com declarações do ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, Kim Kye Gwan.

"Se os Estados Unidos tentarem encostar-nos à parede para nos obrigar a uma renúncia nuclear unilateral, deixaremos de estar interessados em tal diálogo", afirmou.

Washington exige "a desnuclearização completa, verificável e irreversível" da Coreia do Norte mas, por enquanto, não divulgou as concessões que propõe, além dos compromissos com vista à desnuclearização da "península coreana", uma fórmula sujeita a várias interpretações.

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