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Trump diz que deixará a Casa Branca
Mundo 3 min. 27.11.2020 Do nosso arquivo online

Trump diz que deixará a Casa Branca

Trump diz que deixará a Casa Branca

Foto: AFP
Mundo 3 min. 27.11.2020 Do nosso arquivo online

Trump diz que deixará a Casa Branca

Redação
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que deixará a Casa Branca se a vitória presidencial de Joe Biden for oficialmente confirmada, apesar de reiterar que não admite a própria derrota e convocar um comício para exibir "as provas da fraude".

Ainda relutante em admitir a derrota e determinado a denunciar as eleições presidenciais de 3 de novembro, que deram a vitória ao democrata Joe Biden, o Presidente Donald Trump deu mais um passo - o segundo até agora esta semana - em direcção à porta de saída da Casa Branca. Em declarações aos jornalistas durante o feriado de Acção de Graças, o republicano anunciou que deixará a Sala Oval se o Colégio Eleitoral - o organismo encarregado de certificar a vitória do vencedor das eleições - votar a favor do seu rival democrata. Este é o mais próximo que o magnata chegou de admitir, não a sua derrota, mas o triunfo de Biden. 

Questionado se deixaria a Casa Branca no caso do colégio dos grande eleitores confirmar a vitória do democrata Joe Biden, Trump afirmou: “Claro que vou. E você sabe disso”.

Contudo, acrescentou: “Se o fizerem estarão a cometer um erro e será algo muito difícil de aceitar".

Esta semana, a Administração de Serviços Gerais dos Estados Unidos apurou que Joe Biden é o “aparente vencedor” das eleições presidenciais, 'abrindo caminho' para a transição formal que estava a ser bloqueada pela administração Trump.

O Colégio Eleitoral é um órgão integrado por 538 delgados eleitos pelos estados em função da sua população. O candidato vencedor em cada estado, mesmo que seja por um único voto, garante todos os representantes desse estado, com exceção do Nebrasca e Maine.

Os membros do Colégio Eleitoral reunem-se no dia 14 de dezembro para certificar a vitória de Biden, que na votação popular está à frente de Trump por mais de seis milhões de votos e na votação para o Colégio Eleitoral por 306 grandes eleitores (muito mais do que os 270 exigidos para ser declarado Presidente), contra os 232 do candidato republicano. 

A relutância deste último em fazer a transferência de poder, bem como a campanha judicial lançada para contestar o resultado em vários estados, tinha até agora impedido o procedimento normal em eleições nos EUA.

O atual ocupante da Casa Branca chegou a pressionar, sem sucesso, os líderes republicanos desses estados a mudar os eleitores eleitos, por eleitores escolhidos pelos parlamentos estaduais de maioria republicana.

O próximo Presidente dos Estados Unidos toma posse a 20 de janeiro de 2021.

E marca comício para contestar resultados eleitorais

No mesmo encontro com jornalistas em que admitiu que abandonaria o poder, Donald Trump repetiu acusações, sem fundamentar, de existência de “fraude maciça” e “dirigentes corruptos” que provocaram a sua derrota eleitoral e anunciou um comício no Estado da Geórgia, antes da eleição de dois senadores.

“Ainda há muito caminho para andar”, disse Trump na noite do Dia da Ação de Graças (Thanksgiving), apesar do facto de o Presidente eleito, Joe Biden, ter ganho a eleição.

“Esta eleição foi uma fraude. Foi uma eleição manipulada”, acusou Trump, sem avançar provas.

Trump falou aos jornalistas na Casa Branca depois de ter estado em contacto com lideres militares dos EUA deslocados no estrangeiro.

Depois, e pela primeira vez desde o dia da votação para a Presidência, Trump aceitou perguntas e, de forma irritada, criticou dirigentes dos Estados da Geórgia e Pensilvânia, dois Estados que contribuíram para a vitória de Joe Biden, acusando-os de “inimigos do povo” e culpados de fraude eleitoral.

Donald Trump também descreveu a infra-estrutura eleitoral dos Estados Unidos como "como a de um país do Terceiro Mundo". Mas não forneceu quaisquer provas ou elementos concretos para apoiar as suas acusações.

Na quarta-feira passada, o Presidente cessante disse aos seus apoiantes: "Temos de inverter esta eleição. Os democratas roubaram. Foi uma eleição fraudulenta". "Penso que muita coisa vai acontecer até 20 de Janeiro", ameaçou Trump. Afirmando que já tinha as provas da fraude maciça.

Porém, até agora, dirigentes estaduais e observadores internacionais têm assegurado que não há provas de nenhuma fraude maciça e os processos que a campanha de Trump tem apresentado sucessivamente em tribunal não têm vingado.

Trump disse também que iria fazer um comício com milhares de apoiantes na Geórgia, para apoiar dois candidatos republicanos ao Senado, os incumbentes David Perdue e Kelly Loeffler.

Esta eleição, marcada para 5 de janeiro, vai determinar qual o partido que vai dominar o Senado.

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Apesar de não haver quaisquer indícios de fraude eleitoral, Trump tem insistido em contestar os resultados, depois ter lançado suspeições durante vários meses sobre a legitimidade do resultado final das eleições, alegando não ter confiança nos votos por correspondência, que este ano bateram recordes, com mais de 100 milhões de eleitores a escolherem esta opção, muito por causa da pandemia.