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Trump condenado por comentários racistas a mulheres congressistas
Mundo 2 min. 17.07.2019

Trump condenado por comentários racistas a mulheres congressistas

Trump condenado por comentários racistas a mulheres congressistas

Foto: AFP
Mundo 2 min. 17.07.2019

Trump condenado por comentários racistas a mulheres congressistas

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
A moção foi aprovada na Câmara dos representantes. Quatro republicanos votaram a favor.

A moção contra Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que condena os comentários racistas sobre quatros congressistas democratas, partiu de Nancy Pelosi, a líder da Câmara de Representantes.  

“Cada um dos membros desta instituição, democratas e republicanos, deve juntar-se a nós na condenação aos tweets racistas dos presidentes”, afirmou a Pelosi. E a verdade é que teve adesão. Aprovada na madrugada desta quarta-feira, 17, a moção tem como objetivo demonstrar que o "mundo está atento", reforçou a democrata californiana Karen Bass.

235 democratas e um independente votaram a favor e 187 republicanos opuseram-se à moção. Contudo, a grande surpresa foi o facto de quatro republicanos (Will Hurd, do Texas, Susan Brooks, do Indiana, Brian Fitzpatrick,Pensilvânia, e Fred Upton, do Michigan) terem condenado a atuação de Donald Trump e votado a favor da moção. 

Hurd disse que “Trump devia falar das coisas que nos unem, não das que nos dividem” e Susan Brooks sublinhou que as palavras do presidente não representam “os valores da América”. “As nossas palavras e a forma como as dizemos têm um impacto eterno em quem as ouve”, frisou. 

Ainda assim, o presidente pronunciou-se no Twitter sobre a condenação e saudou a união do partido republicano. Falou ainda em "ódio e amargura" por parte dos democratas. 

O caso passou-se na segunda-feira, 15, quando Trump publicou na sua conta do Twitter um ataque  às congressistas Ayanna Pressley, Rashida Tlaib, Alexandria Ocasio Cortez e a Ilhan Omar. 

Mesmo sem mencionar os seus nomes, escreveu que era "muito interessante ver congressistas democratas, progressistas, que originariamente vêm de países cujos governos são uma catástrofe total e completa, os piores, os mais corruptos e ineptos do mundo (se é que funcionaram como governos), dizerem em voz alta e agressivamente para o povo dos Estados Unidos, a nação maior e mais poderosa do mundo, como o nosso governo deve ser gerido".

Trump questionou ainda porque as quatro mulheres "não regressavam ao seus países e os ajudam a melhorar os locais dos crimes, completamente infestados. Depois voltam e mostram como é que fizeram. Podem ir o mais rapidamente possível”. 

Ilhan Omar, Alexandria Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib e Ayanna Pressley.
Ilhan Omar, Alexandria Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib e Ayanna Pressley.
Foto: AFP

Ocasio-Cortez, Tlaib e Pressley nasceram nos Estados Unidos, mas têm raízes porto-riquenha e palestiniana. Omar nasceu em Mogadiscio, Somália,  e chegou aos EUA como refugiada. Rashida Tlaib, que também nasceu nos EUA, é filha de imigrantes da Palestina, e Ayanna Pressley, é uma congressista afro-americana. Todas são cidadãs norte-americanas.  

Usando novamente o Twitter, Trump disse que não era racista. "Não tenho um osso racista que seja no meu corpo”.  

No entanto, o ataque às quatro mulheres continuou nas redes sociais. Em novo "tweet", o líder dos EUA escreveu que “as congressistas democratas têm vindo a dizer as coisas mais vis, odiosas e nojentas alguma vez expressadas por político no Senado”.

Na Câmara dos Representantes, os republicanos classificaram a moção como um "assédio ao presidente". No entanto, Pelosi mostrou-se muito confiante na condenação de Trump. Não o fazer seria uma “rejeição dos valores norte-americanos e uma abdicação vergonhosa do juramento”.  

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