Escolha as suas informações

Trump compara pandemia à II Guerra Mundial e responsabiliza a China
Mundo 2 min. 22.09.2020

Trump compara pandemia à II Guerra Mundial e responsabiliza a China

Trump compara pandemia à II Guerra Mundial e responsabiliza a China

AFP
Mundo 2 min. 22.09.2020

Trump compara pandemia à II Guerra Mundial e responsabiliza a China

Lusa
Lusa
O presidente norte-americano voltou a chamar "vírus chinês" ao novo coronavírus e pede à ONU uma condenação à forma como a China geriu a pandemia.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, exortou hoje as Nações Unidas a “pedirem responsabilidades à China” pela sua atuação na fase inicial da expansão da pandemia de covid-19.

Na sua intervenção durante o debate geral da 75.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Trump fez uma dura crítica da atuação da China perante a pandemia, acusando o país asiático, com quem está envolvido em várias frentes de conflito, de não ter alertado para os riscos reais da propagação do novo coronavírus e de ter "ocultado factos relevantes" sobre a crise sanitária.

O Presidente norte-americano incitou ainda as Nações Unidas a sancionarem a China pela sua atuação durante a pandemia, antes de lançar vários outros ataques a Pequim, nomeadamente na área ambiental, acusando o Governo chinês de ser o principal poluidor dos oceanos, depositando muitas toneladas de plástico nas águas.

Donald Trump aproveitou a sua intervenção para fazer um elogio ao papel dos Estados Unidos na “restauração da paz mundial”, lembrando a mediação nos acordos entre Israel e o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos.

“Estamos a criar um novo Médio Oriente”, disse Trump, alegando que os acordos israelo-árabes são igualmente positivos para a paz no planeta e que vai lutar para que surjam novos tratados.

“Somos líderes na defesa dos direitos humanos”, disse Trump, invocando os tratados com vários países da América central, na defesa dos interesses dos migrantes que cruzam fronteiras, fugindo de atrocidades de outros países.

Trump falou ainda da retirada de tropas norte-americanas do Afeganistão, como uma prova de que os Estados Unidos estão envolvidos em soluções de pacificação de conflitos, apesar do seu poderio militar.

“Somos a maior potência militar. (…) Temos as mais poderosas e avançadas armas. Esperamos nunca ter de as usar”, disse Trump, invocando o enorme investimento que os EUA têm feito no desenvolvimento militar.

Trump disse ainda que os EUA foram responsáveis pela “eliminação a 100%” do Estado Islâmico e pelo endurecimento no combate ao terrorismo em várias partes do mundo.

“A prosperidade dos Estados Unidos é a base da prosperidade do mundo”, concluiu o Presidente norte-americano, prometendo continuar a lutar pela paz e pelo desenvolvimento, acrescentando que acredita que o próximo ano trará um “desenvolvimento sem precedentes”, passada a fase da pandemia.

“Vamos eliminar o vírus. Vamos vencer a pandemia”, disse Trump, acrescentando que os EUA estão na busca de uma vacina para a covid-19, que será aplicada em massa logo que esteja disponível.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Trump rompe ligação dos EUA à OMS
Com o argumento de que a OMS não soube responder à pandemia, o Presidente norte-americano vai "redirecionar os fundos para outras necessidades urgentes e globais de saúde pública que possam surgir”
Estados Unidos e China assinam acordo comercial
O acordo reduz as tensões entre os governos norte-americanos e chinês, removendo algumas sanções económicas dos EUA em troca de uma intensificação de compras de produtos agrícolas e energéticos norte-americanos por parte da China.