Escolha as suas informações

Trump. Câmara de Representantes aprovou envio de 'impeachment' para o Senado
Mundo 2 min. 15.01.2020

Trump. Câmara de Representantes aprovou envio de 'impeachment' para o Senado

Trump. Câmara de Representantes aprovou envio de 'impeachment' para o Senado

Foto: AFP
Mundo 2 min. 15.01.2020

Trump. Câmara de Representantes aprovou envio de 'impeachment' para o Senado

O Presidente Donald Trump será julgado politicamente no Senado, provavelmente já nos próximos dias, sendo acusado de abuso de poder e de obstrução ao Congresso.

A Câmara de Representantes dos EUA aprovou hoje o envio para o Senado de dois artigos para a destituição do Presidente norte-americano, designando também a equipa de promotores que acusará Donald Trump no julgamento político.

A votação seguiu as linhas partidárias, com a maioria democrata a aprovar a resolução contra os votos republicanos, que se opuseram ao prolongamento do processo de ‘impeachment’ no Senado.

Com 228 votos a favor e 193 contra, a Câmara de Representantes enviou para julgamento político no Senado os dois artigos para a destituição, acusando Donald Trump de abuso de poder e de obstrução ao Congresso.

Apenas um deputado democrata, Collin Peterson, do Minnesota, desalinhou partidariamente, votando ao lado dos republicanos contra o envio dos artigos.

O Presidente Donald Trump será assim julgado politicamente no Senado, provavelmente já nos próximos dias, no âmbito do processo de destituição, depois de ter pressionado o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar a família de Joe Biden, eventual adversário político nas eleições presidenciais de novembro próximo.

Horas antes, a líder Democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, anunciara que os promotores do julgamento político no Senado do Presidente dos EUA serão dois presidentes de comités do Congresso, Adam Shiff e Jerry Nadler, e cinco outros parlamentares.

Serão esses promotores quem apresentará os artigos de destituição que serão votados no Senado, onde uma aprovação por 2/3 dos senadores (improvável pela maioria Republicana na câmara alta do Congresso) poderá demitir o Presidente.

Os republicanos já anunciaram que se irão opor aos argumentos democratas para a destituição, alinhados com as posições do Presidente, que considera que este processo de ‘impeachment’ não passa de uma “caça às bruxas” destinada a fragilizar a sua campanha de reeleição nas presidenciais de novembro próximo.

O julgamento político de Trump será o terceiro processo de ‘impeachment’ na história norte-americana e acontece contra um pano de fundo de um país politicamente dividido, em ano eleitoral.

Para representarem a acusação no julgamento político, os Democratas escolheram hoje Adam Schiff, presidente do Comité de Inteligência, e Jerry Nadler, presidente do Comité Judiciário, os dois organismos da Câmara de Representantes que conduziram o inquérito para destituição na sua fase inicial, acompanhados de outros cinco deputados: Zoe Lofgren, da Califórnia; Hakeem Jeffries, de Nova Iorque; Val Demings, da Florida; Jason Crow, do Colorado; e Sylvia Garcia, do Texas.

O líder da bancada republicana no Senado, Mitch McConnell, tem procurado evitar que sejam ouvidas novas testemunhas, durante o julgamento político, mas os democratas estão a tentar reunir apoios para conseguir que figuras como o ex-conselheiro de segurança nacional John Bolton ou o chefe de gabinete da Casa Branca, Mick Mulvaney, prestem depoimento, tentando tirar proveito político do processo, com novas revelações do envolvimento do Presidente no caso ucraniano.


Notícias relacionadas

Trump. Relatório conclui que houve abuso de poder
Donald Trump terá abusado das suas funções enquanto presidente dos Estados Unidos ao pressionar o seu homólogo ucraniano em proveito político próprio e ainda terá obstruído a investigação iniciada pelo Congresso.
Donald Trump enfrenta pedido de destituição
Trump arrisca-se a ser o primeiro presidente dos EUA a ser destituido. Em causa as pressões do magnata norte-americano ao homólogo ucraniano para investigar os negócios de Joe Biden, potencial adversário nas eleições de 2020.