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Trump autoriza transição de poder
Mundo 4 min. 24.11.2020 Do nosso arquivo online

Trump autoriza transição de poder

Trump autoriza transição de poder

Foto: AFP
Mundo 4 min. 24.11.2020 Do nosso arquivo online

Trump autoriza transição de poder

Joe Biden anunciou já alguns nomes do seu futuro gabinete na Casa Branca.

Custou mas foi. Vinte dias depois de perder as eleições, Donald Trump autorizou a sua administração a proceder à transição de poder para Joe Biden, o vencedor oficial das presidenciais. Ainda assim, o atual inquilino da Casa Branca não assume a derrota num discurso pouco convincente de que vai continuar a batalhar judicialmente.

"No melhor interesse do nosso país, recomendei a Emily [Murphy, responsável da Administração dos Serviços Gerais dos EUA] e à sua equipa fazerem o que tem de ser feito em relação aos protocolos iniciais [de transição entre presidências], e disse à minha equipa para fazer o mesmo", escreveu Trump na rede social Twitter, ao final da noite de segunda-feira.

Entretanto, Emily Murphy notificou Joe Biden de que a administração Trump está a disponibilizar recursos federais para iniciar o processo de transição da presidência do país. Murphy detalha na sua carta ao futuro presidente que a sua decisão liberta mais de 7 milhões de dólares em fundos federais para a sua transição. A campanha de Biden entendeu a declaração como "um passo necessário para começar a enfrentar os desafios" que a nação enfrenta, incluindo o controlo da pandemia e a recuperação da economia.

A carta de Emily Murphy foi enviada após o estado do Michigan ter certificado a vitória de Biden na segunda-feira, onde o democrata venceu por 155 mil votos. Rudy Giuliani, o chefe da equipa jurídica do ainda Presidente, segundo o El País, tem procurado convencer Trump com teorias conspiratórias sobre alegadas fraudes massivas, assegurando que os seus conselheiros lhe estão a mentir. Mas a influência do ex-presidente da Câmara Municipal de Nova Iorque é cada vez menor, depois da derrota judicial na Pensilvânia e da certificação da derrota eleitoral no Michigan.

Praticamente sem saída, os republicanos observam o desenrolar dos acontecimentos já sem grande expetativa. Nesse sentido, a equipa de transição do presidente eleito afirmou que nos próximos dias vai iniciar uma ronda de reuniões com funcionários federais, "para discutir a resposta à pandemia e para obter informações detalhadas" sobre "interesses de segurança nacional dos EUA, bem como para chegar a uma compreensão total das tentativas da administração Trump de esvaziar as agências governamentais", afirmou o líder da equipa, Yohannes Abraham.

As apostas de Joe Biden

Entretanto, o Presidente eleito prepara já a equipa que vai liderar o país nos próximos quatro anos. Uma das novidades é Antony Blinken, um defensor do multilateralismo e um dos mais experientes e confiáveis conselheiros de política externa de Joe Biden, que será o novo secretário de Estado norte-americano.

À frente do Departamento de Segurança Interna, o ministério responsável pela implementação e gestão da política de imigração vai estar um latino. Alejandro Mayorkas é um advogado nascido em Havana há 60 anos, cuja família fugiu de Cuba depois da revolução, e foi peça-chave como subsecretário no mesmo departamento entre 2013 e 2016. Como antigo procurador federal da Califórnia, Mayorkas será responsável pela revisão de algumas das políticas domésticas mais controversas da era Trump, como a construção de um muro na fronteira com o México ou a separação das crianças migrantes das suas famílias.

Outro dos imbróglios de Trump que a administração Biden quer resolver é o das alterações climáticas. Esta responsabilidade vai ser atribuída a um velho democrata conhecido dos norte-americanos, o ex-secretário de Estado e ex-candidato presidencial John Kerry. 

"Ele combaterá as alterações climáticas a tempo inteiro como enviado especial para o clima, e terá assento no Conselho Nacional de Segurança", sublinhou a equipa de transição numa nota divulgada. Desde que deixou o cargo, Kerry tem-se concentrado no ambiente, criando a Guerra Mundial Zero, uma coligação de dirigentes mundiais, militares e celebridades de Hollywood que exigem mais ação contra a crise climática.

Pela primeira vez, uma mulher vai estar encarregue da inteligência nacional. A tarefa de uma das instituições mais mal-amadas a nível internacional vai estar nas mãos Avril Haines, que já era a segunda no comando da CIA durante a era Obama, depois de suceder a Blinken como conselheira adjunta de Segurança Nacional. Outra mulher, a afro-americana Linda Thomas-Greenfield, uma veterana no serviço diplomático, será o rosto dos Estados Unidos nas Nações Unidas.

Juntamente com Blinken, Biden vai ainda anunciar Jake Sullivan como conselheiro de Segurança Nacional, de acordo com o New York Times. Sullivan, de 43 anos, sucedeu a Blinken como conselheiro desta pasta quando Biden era vice-presidente de Obama.

[atualizado]

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