Trump ameaça usar forças armadas para conter protestos
Trump ameaça usar forças armadas para conter protestos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu na passada segunda-feira, 1, mobilizar as forças armadas americanas para acabar com os protestos que se instalaram por todo o país.
Trump enfrenta a mais grave agitação civil em seu mandato, enquanto centenas de milhares de americanos tomam as ruas para protestar contra a brutalidade policial, o racismo e a desigualdade social.
Uma semana depois do assassinato em Minneapolis de George Floyd, um negro de 46 anos asfixiado por um polícia branco, Nova Iorque, Los Angeles e dezenas de outras cidades americanas reforçaram as suas medidas de segurança à medida que os protestos escalam para um clima de tensão racial semelhante ao vivido durante a década de 1960.
Soldados da Guarda Nacional foram destacados para mais de 20 cidades e para dispersar os manifestantes, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogéneo e balas de borracha.
Perante a agitação, Donald Trump anunciou, em tom marcial, o destacamento para a capital de "milhares de soldados fortemente armados" e de polícias para pôr fim aos "tumultos" e aos "saques".
O presidente avisou mesmo os governadores que "se uma cidade ou um Estado se recusar a tomar as decisões necessárias para defender as vidas e os bens dos seus residentes, destacarei os militares americanos para resolverem rapidamente o problema por eles".
Joe Biden critica uso de força
O candidato democrata à Casa Branca Joe Biden acusou na segunda-feira o Presidente dos EUA, Donald Trump, de usar as forças armadas "contra os americanos" e gás lacrimogéneo contra "manifestantes pacíficos".
"Ele está a usar as forças armadas dos EUA contra os americanos. Ele está a usar gás lacrimogéneo contra manifestantes pacíficos e a disparar balas de borracha. Para uma foto", publicou o ex-vice-presidente dos EUA na rede social Twitter, após a visita surpresa de Donald Trump a uma igreja icónica junto à Casa Branca.
A polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar centenas de manifestantes reunidos no exterior do espaço para o presidente poder caminhar até lá, rodeado por membros do seu gabinete, para que lhe tirassem uma fotografia com uma Bíblia na mão.
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