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Trump admitiu pela primeira vez testemunhar no inquérito para a sua destituição
Mundo 2 min. 18.11.2019 Do nosso arquivo online

Trump admitiu pela primeira vez testemunhar no inquérito para a sua destituição

(FILES) In this file photo taken on November 13, 2019 US President Donald Trump speaks during a meeting with  Turkey's President Recep Tayyip Erdogan and a group of Republican senators in the Oval Office of the White House in Washington, DC. - President Donald Trump on November 18, 2019 said he is "strongly" considering answering a challenge from opposition Democrats to testify in his own impeachment investigation. After the speaker of the lower house, Nancy Pelosi, upped the ante by suggesting that Trump come forward to tell the "truth," the Republican president said he was keen. Pelosi suggested "that I testify about the phony Impeachment Witch Hunt. She also said I could do it in writing," Trump tweeted. (Photo by MANDEL NGAN / AFP)

Trump admitiu pela primeira vez testemunhar no inquérito para a sua destituição

(FILES) In this file photo taken on November 13, 2019 US President Donald Trump speaks during a meeting with Turkey's President Recep Tayyip Erdogan and a group of Republican senators in the Oval Office of the White House in Washington, DC. - President Donald Trump on November 18, 2019 said he is "strongly" considering answering a challenge from opposition Democrats to testify in his own impeachment investigation. After the speaker of the lower house, Nancy Pelosi, upped the ante by suggesting that Trump come forward to tell the "truth," the Republican president said he was keen. Pelosi suggested "that I testify about the phony Impeachment Witch Hunt. She also said I could do it in writing," Trump tweeted. (Photo by MANDEL NGAN / AFP)
AFP
Mundo 2 min. 18.11.2019 Do nosso arquivo online

Trump admitiu pela primeira vez testemunhar no inquérito para a sua destituição

Esta é a primeira vez que Trump admite a possibilidade de testemunhar perante o Congresso que, na semana passada, iniciou as sessões públicas de audições no inquérito para a destituição do Presidente, que tem sido muito crítico de todo o processo, considerando que ele apenas se destina a prejudicar a sua campanha para reeleição em 2020.

 O Presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu esta segunda-feira “considerar seriamente” a possibilidade de testemunhar por escrito no inquérito para a sua destituição, que decorre no Congresso.

“Embora eu não tenha feito nada de errado e não goste de dar credibilidade a este embuste que não leva a lado nenhum, agrada-me a ideia e irei (…) considerá-la seriamente”, escreveu esta segunda-feira Donald Trump na sua conta pessoal da rede social Twitter, referindo-se ao desafio que lhe tinha sido lançado pela presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

Esta é a primeira vez que Trump admite a possibilidade de testemunhar perante o Congresso que, na semana passada, iniciou as sessões públicas de audições no inquérito para a destituição do Presidente, que tem sido muito crítico de todo o processo, considerando que ele apenas se destina a prejudicar a sua campanha para reeleição em 2020.

No domingo, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, reagiu às críticas do Presidente norte-americano sobre a forma como está a decorrer o processo da sua destituição convidando-o a testemunhar no inquérito.

“Se [Donald Trump] tem informações que o ilibam, estamos ansiosos para vê-las”, afirmou Pelosi numa entrevista divulgada "Face the Nation", da CBS, propondo que o Presidente responda às questões por escrito, se preferir.

Em resposta a este apelo, Trump argumentou que Nancy Pelosi, a quem chama de “louca” e “nervosa”, está “petrificada pela ala radical de esquerda”, para justificar o seu comportamento perante o inquérito, mas invocou a possibilidade que a líder democrata lhe deu para testemunhar junto do Congresso por escrito, para admitir esse cenário.

O Presidente Donald Trump está sob investigação, acusado de abuso de poder no exercício do cargo de Presidente por alegadamente ter pressionado o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar as atividades junto de uma empresa da Ucrânia do filho do ex-vice-Presidente norte-americano e rival político nas eleições de 2020 Joe Biden.

O inquérito procura averiguar se houve uma exigência de troca (“quid pro quo”) entre a atribuição de uma ajuda financeira militar dos EUA e a realização da investigação à família de Joe Biden, que, para o Partido Democrata, constitui base para o inquérito, cujas sessões públicas arrancaram na semana passada e cujos artigos terão de ser votados por maioria simples na Câmara de Representantes antes de seguir para o Senado, onde será necessária uma maioria de 2/3 para a remoção de Trump do cargo de Presidente.


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