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Trump 2020. Presidente dos EUA promete curar o cancro, erradicar a SIDA e aterrar em Marte
Mundo 3 4 min. 19.06.2019 Do nosso arquivo online

Trump 2020. Presidente dos EUA promete curar o cancro, erradicar a SIDA e aterrar em Marte

Trump 2020. Presidente dos EUA promete curar o cancro, erradicar a SIDA e aterrar em Marte

Photos: AFP
Mundo 3 4 min. 19.06.2019 Do nosso arquivo online

Trump 2020. Presidente dos EUA promete curar o cancro, erradicar a SIDA e aterrar em Marte

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Donald Trump começou a campanha para a recandidatura à presidência dos EUA.

"Vamos continuar a lutar e vamos continuar a ganhar, ganhar, ganhar. Somos um movimento, uma família e uma gloriosa nação perante Deus". Palavras sonantes proferidas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, durante o comício que marcou o lançamento da campanha presidencial para 2020, em Orlando, na Flórida, no passado dia 18 de junho. 

O famoso slogan “Make America Great Again” (“Tornar a América Grande Outra Vez”), usado na campanha de 2016, voltou a ser ecoado por Trump e pelos cerca de 20 mil apoiantes presentes no Amway Center.  

Melania Trump, a primeira dama, fez a introdução ao discurso do marido que durou quase uma hora e meia, e onde não faltaram promessas e ataques aos adversários de sempre - os democratas e as "fake news". "2016 não foram apenas mais uma eleição de quatro anos. Foi um momento decisivo na história da América. Perguntem-lhes", desafiou Trump ao apontar para os jornalistas. "A propósito, há muitas 'fake news' ali atrás”, rematou. A audiência do centro de congressos começou a gritar “a CNN não presta” (“CNN sucks”).

Os democratas também estiveram na mira do presidente. “Estas eleições serão o veredicto sobre a nossa vontade de quereremos viver num país em que as pessoas perdem uma eleição, recusam-se a ceder e passam os anos seguintes a tentar destruir a nossa constituição e o nosso país”, afirmou, numa alusão direta à oposição do partido democrata.    

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Hillary Clinton parece ser o alvo preferido de Trump. A adversária democrata das eleições de 2016 voltou a ser referida (apesar de não voltar a candidatar-se em 2020), e o presidente trouxe de volta o escândalo dos emails, o financiamento da sua campanha e o facto de usar a palavra "deploráveis" para descrever os apoiantes de Trump. Segundo o site Vox, o nome de Clinton foi mencionado oito vezes em 80 minutos.

Os restantes candidatos da futura eleição foram apenas brevemente mencionados. Joe Biden foi e apelidado de "Sleepy Joe" (Joe Dorminhoco) e Bernie Sanders de "maluco". Sanders, que anunciou a candidatura à presidência a 19 de fevereiro, fez questão de usar as redes sociais para realçar o que foi deixado de lado no discurso de Trump como, por exemplo, as alterações climáticas, o crescimento das dívidas dos estudantes, o ordenado mínimo não ser aumentado há 10 anos ou as 40 mil mortes, todos os anos, devido ao porte de armas. 

Em relação às promessas do 45 º presidente dos Estados Unidos, este ainda vai conseguindo surpreender. Desta vez, ao anunciar a segunda corrida à Casa Branca, em 2020, Trump garantiu que vai curar o cancro, erradicar a SIDA, e fazer com que equipas americanas aterrem em Marte. "Vamos encontrar a cura para muitos, muitos problemas, para muitas, muitas doenças", afirmou. Ideias, no mínimo, arrojadas e difíceis de cumprir em apenas quatro anos. Arrancou, com isso, os aplausos da plateia. 

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Começar a campanha na Florida não foi uma escolha ao acaso. Daniel Bucheli, o porta-voz da campanha, afirmou ao canal Univision que “a Florida é não só a segunda casa do presidente e da sua família mas também foi um estado crucial, em 2016, como será nas eleições de 2020”. Os cidadãos da Florida “apoiarão o seu presidente já que manteve as promessas de campanha” e “foi um aliado da comunidade latina contra o regime castro-madurista na Venezuela”, continuou. 

 Trump não é conhecido pela sua modéstia e fez questão de realçar que o país aumentou a utilização de fontes de energias renováveis e atingiu níveis baixos históricos de desemprego, durante o seu mandato. A economia norte-americana soma 121 meses do maior ciclo expansivo da sua história, apesar de representar uma recuperação mais lenta e desigual do que em períodos anteriores. Trump protagonizou também a maior baixa de impostos desde a era Reagan. 

Apesar da confiança no discurso, as últimas sondagens não lhe têm sido favoráveis. O canal ABC News revelou a primeira sondagem da equipa da campanha eleitoral do presidente, realizada em março,  em que os resultados davam a vitória a Joe Biden, antigo vice-presidente, em estados como a Pensilvânia, Wisconsin ou Florida. Trump ganharia ainda por margem muito curta no Texas, estado onde os republicanos têm vencido as presidenciais nas últimas quatro décadas.

Foi tomada a decisão de afastar três dos cinco analistas da equipa, Adam Geller, Michael Baselice e Brett Loyd, numa tentativa de evitar mais estragos. No entanto, numa entrevista à ABC NEWS, Trump afirmou que não acredita em nenhuma das sondagens, que nunca perderia no Texas e que as suas sondagens mostram que está à frente "em todo o lado" (ver a partir do minuto 02:48). 

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