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Tropas russas começaram retirada do Cazaquistão
Mundo 13.01.2022
Forças militares

Tropas russas começaram retirada do Cazaquistão

Soldados russos em Almaty, no Cazaquistão.
Forças militares

Tropas russas começaram retirada do Cazaquistão

Soldados russos em Almaty, no Cazaquistão.
Foto: AFP
Mundo 13.01.2022
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Tropas russas começaram retirada do Cazaquistão

Lusa
Lusa
As forças lideradas pela Rússia começaram esta quinta-feira a retirada do Cazaquistão, para onde tinham sido enviadas em apoio ao Governo face a tumultos sem precedentes, disse o Ministério da Defesa russo.

"As unidades da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO) de manutenção da paz, tendo concluído as tarefas definidas, começaram a preparar equipamento militar e técnico para carregamento em aviões de aviação russos para regresso à sua base permanente", pode ler-se no comunicado.

O Presidente do Cazaquistão, Kasim-Yomart Tokayev, já tinha confirmado na quarta-feira que a saída gradual dos mais de 2.000 soldados da OTSC destacados em território cazaque estava prevista para o dia 13 de janeiro.

A 5 deste mês, Tokayev pediu ajuda à OTSC, três dias após o início dos protestos no Cazaquistão, inicialmente provocados pelo aumento do preço do gás liquefeito, usado no país como alternativa barata à gasolina.

As manifestações, alimentadas por um descontentamento com as elites económicas e políticas do país e com a corrupção, rapidamente se transformaram em tumultos e foram reprimidas pelas forças cazaques numa operação caracterizada como "antiterrorista". Os protestos provocaram a morte de pelo menos 164 pessoas, cerca de mil feridos e quase 10.000 detidos.

Tokayev, que assumiu, na terça-feira, que sem a ajuda da OTSC o Governo poderia ter perdido completamente o controlo sobre Almaty, a capital Nursultan, e de todo o país, alegou esta quinta que a presença do contingente de paz da aliança no Cazaquistão "desempenhou um papel muito importante na estabilização da situação".


Forças cazaques matam 26 pessoas em operação para acabar com protestos e tumultos
Os manifestantes têm vindo a tomar as ruas desde o dia 2 do mês passado, inicialmente com protestos contra o aumento do preço do gás liquefeito.

Tokayev chegou a dar a ordem às forças de segurança para "atirarem a matar" durante os protestos violentos, de forma a conter a agitação civil.

A decisão recebeu críticas dos Estados Unidos, da União Europeia (UE) e de organizações de direitos humanos, mas foi apoiada pela China e pela Organização de Estados Turcófonos, um agrupamento de quatro países da Ásia Central e da Turquia.

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