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Tribunais recusam regime de liberdade parcial a cunhado do rei de Espanha
Mundo 2 min. 23.09.2020

Tribunais recusam regime de liberdade parcial a cunhado do rei de Espanha

Tribunais recusam regime de liberdade parcial a cunhado do rei de Espanha

Foto: Antonio Gutiérrez/EUROPA PRESS/
Mundo 2 min. 23.09.2020

Tribunais recusam regime de liberdade parcial a cunhado do rei de Espanha

Iñaki Urdangarin está a cumprir pena de cinco anos e 10 meses por crimes de corrupção.

O tribunal deu provimento a dois recursos interpostos pelo Ministério Público contra decisões do Tribunal de Supervisão Prisional n.º 1 de Valladolid que deram luz verde à transferência para o terceiro grau, um disposição que lhe permitiria viver em regime aberto e voltar à prisão apenas para dormir de segunda a quinta-feira, mas a situação permanecerá inalterada. O marido da infanta Cristina, filha de Juan Carlos, entrou na prisão feminina de Brieva, em Ávila, em junho de 2018 e vai cumprir metade da pena em maio.

Num primeiro despacho, o tribunal declarou que, neste caso, o recluso foi condenado a mais de cinco anos de prisão e ainda não cumpriu metade da sua pena. Apesar de referir factores positivos como o período de tempo em que crimes foram cometidos ou a sua entrega voluntária na prisão, o comportamento global do prisioneiro não mostra um desenvolvimento suficientemente favorável para permitir a inferência de que ele é capaz de viver uma vida em regime de liberdade parcial no futuro", declararam os juízes.

Durante quase uma década, o caso Nóos abalou a credibilidade da Casa Real espanhola. O rei Juan Carlos cortou relações com a filha, a infanta Cristina, e o seu sucessor e irmão, Felipe VI, retirou-lhe o direito a utilizar o título de Duquesa de Palma. A infanta e o marido, Iñaki Urdangarin, abandonaram o país. Exilaram-se primeiro em Washington, depois em Genebra e agora a infanta deverá mudar-se para Lisboa. A sentença foi lida esta sexta-feira: Cristina foi absolvida e Urdangarin condenado a seis anos e três meses de prisão. Conheça os principais detalhes do caso que dividiu a Coroa de Espanha.

O caso veio a público em 2006 com a publicação de um destaque do El Mundo a denunciar alegados pagamentos irregulares entre o governo das Ilhas Baleares e o Instituto Nóos, uma suposta empresa sem fins lucrativos, presidida por Iñaki Urdangarin. Só cinco anos depois, em 2011, é que a justiça espanhola começou a investigar o caso e foram descobertas provas de que Urdangarin estaria a desviar fundos públicos para as suas empresas privadas.

Durante quase uma década, o caso Nóos fez tremer a Casa Real espanhola. O rei Juan Carlos cortou relações com a filha, a infanta Cristina, e o seu sucessor e irmão, Felipe VI, retirou-lhe o direito a utilizar o título de Duquesa de Palma. 

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