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Tonga permanece quase incontactável após erupção mais violenta dos últimos 30 anos
Mundo 4 2 min. 18.01.2022
Pacífico

Tonga permanece quase incontactável após erupção mais violenta dos últimos 30 anos

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Tonga permanece quase incontactável após erupção mais violenta dos últimos 30 anos

Foto: Tonga Geological Services/ZUMA P
Mundo 4 2 min. 18.01.2022
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Tonga permanece quase incontactável após erupção mais violenta dos últimos 30 anos

Lusa
Lusa
Chamadas locais ou internacionais só podem ser feitas por satélite e mesmo assim o sinal é fraco. Há registo de um morto mas autoridades admitem que "há a possibilidade de mais".

As autoridades de Tonga anunciaram esta terça-feira que registaram pelo menos um morto após a erupção de sábado de um vulcão submarino, um dos mais violentos do mundo em 30 anos, seguido de um tsunami.

O registo da vítima mortal acontece num momento em que se observam muitas dificuldades em avaliar o impacto do tsunami na remota nação insular do Pacífico Sul. O alto comissário de Tonga em Camberra, Curtis Tu'ihalangingie, disse à emissora pública australiana, ABC, que "infelizmente" as autoridades da nação do Pacífico foram informadas da morte de uma pessoa, observando que "há a possibilidade de mais".

O diplomata disse que os aviões australianos e da Nova Zelândia, bem como a marinha Tonga estão a tentar avaliar os danos causados pela erupção do Hunga Tonga Hunga Ha'apai no arquipélago de 169 ilhas.

A erupção de sábado passado deu-se numa ilha desabitada mas o forte impacto foi sentido no Japão, Peru e EUA, tendo-se verificado variações no nível do mar também em Portugal. O abalo provocou danos nos cabos de comunicações da ilha remota do Pacífico. 

O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) afirmou numa declaração no dia anterior que havia danos "significativos", bem como feridos menores e duas pessoas desaparecidas.

OCHA salientou também que ainda não há contacto com as pessoas no arquipélago de Ha'pai, dizendo que as preocupações se concentram principalmente em Manga e Fonoi, duas ilhas que estão alinhadas com o mar.

Com a nação coberta de cinzas vulcânicas, de acordo com imagens aéreas, a tarefa de avaliar os danos é dificultada porque "as comunicações são pobres", uma vez que só as chamadas locais ou internacionais podem ser feitas por satélite. E segundo a estação britânica BBC, mesmo assim o sinal é fraco.

Espera-se que em breve surja uma imagem da devastação, bem como das necessidades humanitárias da nação insular, que tem apenas um caso confirmado de covid-19, sendo que protocolos para evitar um "tsunami de covid" terão de ser seguidos à letra, disse Tu'ihalangingie.

O Alto Comissariado da Nova Zelândia em Tonga afirmou na segunda-feira que havia relatos de "danos significativos" na costa ocidental de Tongatapu, a principal ilha do país, incluindo a zona costeira da capital, Nuku'alofa.

O Hunga Tonga Hunga Ha'apai, localizado 65 quilómetros a norte da capital Tonga, atirou vapor e cinzas a cerca de 20 quilómetros de altura no sábado e criou um tsunami, danificando o cabo submarino que transporta a ligação de Internet a partir das Fiji.

A Cruz Vermelha estima que cerca de 80.000 dos 105.000 habitantes foram afetados por esta catástrofe natural. Os peritos não excluem outros incidentes de atividade vulcânica.

O arquipélago do Tonga, na Oceânia, é constituído por mais de 170 ilhas espalhadas por uma área do Pacífico Sul, aproximadamente do tamanho do Japão. Cerca de 100.000 pessoas vivem no país, a maior parte delas na ilha principal de Tongatapu.

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