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Testemunha-chave no processo de destituição de Trump acusada de assédio sexual
Mundo 3 min. 28.11.2019

Testemunha-chave no processo de destituição de Trump acusada de assédio sexual

Testemunha-chave no processo de destituição de Trump acusada de assédio sexual

AFP
Mundo 3 min. 28.11.2019

Testemunha-chave no processo de destituição de Trump acusada de assédio sexual

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Três mulheres acusam Gordon Sondland de toques e beijos forçados. O embaixador nega e fala em factos "fabricados para fins políticos".

Gordon Sondland, embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, a testemunha-chave na instauração do processo de ' impeachment" contra o presidente Donald Trump, foi acusado de conduta sexual imprópria por três mulheres.

O alegado assédio sexual do embaixador foi ontem divulgado em simultâneo pela organização de jornalismo de investigação ProPublica e pela revista regional Portland Monthly, através dos relatos das três mulheres que o acusam de toques e beijos forçados, sendo uma delas a própria proprietária e diretora desta revista.

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O embaixador nega todas as acusações afirmando que tudo não passa de factos “fabricadas para fins políticos”, ou seja, pelo seu depoimento-chave.

Todas as três mulheres, Nicole Vogel, Jana Solis e Natalie Sept acusam Gordon Sondland de terem sofrido retaliações por parte de Sondland após a recusa às suas investidas impróprias. Os casos terão acontecido entre 2003 e 2010.

Além de embaixador dos EUA este norte-americano é um empresário milionário de Seatle possuindo vários hotéis na cidade.

Os relatos dos assédios do embaixador

Foi precisamente num dos seus hotéis que Jana Solis se encontrou com Gordon Sondland para uma entrevista de trabalho na área de seguros.

Solis conta que o empresário a convidou para almoçar e de lhe ter chamado a sua “nova miúda do hotel”, além de lhe ter dado uma palmada no traseiro.

E conta Solis não ficou por aqui. Convidou-a a visitar a sua mansão em Portland para avaliar a sua coleção de arte e depois apareceu nu em frente a Jana Solis na zona da piscina. Noutra ocasião, tentou beijá-la à força, refere.

Também Nicole Vogel o acusou de assédio sexual. Contou que o conheceu em 2003 durante um jantar combinado para tratar de negócios. Vogel procurava parceiros investidores para uma nova revista. Depois do jantar, a proprietária da revista que agora o denunciou conta que o empresário a terá levado para um dos seus hotéis, a convidou a subir ao seu quarto, onde a terá tentado beijar.

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Como recusou todas as investidas e saiu pouco tempo depois recebeu um email de Sondland a informá-la de que já não iria ser financiador da sua nova publicação.

Quanto a Natalie Sept alega ter sido prejudicada na sua carreira pelo embaixador após ter recusado um beijo forçado, em 2010.  Natalie, quase 30 anos mais nova do que o empresário terá confiado em Sondland e a prometeu ajudar no início da sua carreira profissional.

Histórias "fabricadas"

A denúncia acontece uma semana depois deste embaixador dos EUA na UE ter testemunhado no caso da Ucrânia. O diplomata já reagiu afirmando que "essas falsas alegações de toque e beijo forçados são fabricadas e coordenadas para fins políticos".

“Não há qualquer fundamento”, vincou.

O papel de Sondland no caso ucraniano

Representantes do Congresso Democrático iniciaram um processo de demissão contra Donald Trump pelas alegações de que o presidente terá pressionado o governo de Kiev para investigar Joe Biden, um de seus potenciais rivais para a eleição presidencial de 2020.

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Gordon Sondland desempenhou um papel de liderança nessa pressão sobre a Ucrânia e concordou testemunhar numa audição pública no Congresso na semana passada.

O diplomata, que falou frequentemente com o presidente republicano, declarou no depoimento que Trump terá dito aos ucranianos que eles teriam de anunciar uma investigação sobre Joe Biden para então em troca receber quase 400 milhões de dólares em ajuda militar, pela Casa Branca. 

Com AFP

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