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Temperaturas recorde espalham inferno na Austrália
Mundo 21.11.2019

Temperaturas recorde espalham inferno na Austrália

Temperaturas recorde espalham inferno na Austrália

Foto: AFP
Mundo 21.11.2019

Temperaturas recorde espalham inferno na Austrália

Incêndios descontrolados e tempestades de pó destroem casas e florestas quando o país espera a chegada do verão austral.

Com temperaturas recorde a antecipar um verão tórrido, a Austrália debate-se com os piores incêndios da história do país. Na região de Victoria, ventos de 100 quilómetros por hora desencadearam mais de 60 focos de incêndio com a onda de calor a descer para sul do território. 

São “condições piores do que aquelas que se podem ver em fevereiro ou em março”, quando se dá o pico do verão na Austrália, afirmou a ministra dos serviços de emergência, Lisa Neville, ao The Guardian. A representante do governo disse ainda que as equipas de emergência foram equipadas e treinadas para as piores previsões mas mostrou-se preocupada com a falta de preparação adequada dos moradores das áreas mais sensíveis.

Um incêndio que deflagrou perto de Yorketown, na Península de Yorke, no sul da Austrália, foi provocado por uma falha na rede elétrica, revelaram as autoridades locais nesta quinta-feira. As chamas forçaram a evacuação de várias cidades e destruíram casas e plantações resultando em mais de 30 feridos. Durante a noite, muitos moradores viram-se forçados a dormir na Câmara Municipal de Edithburgh.

O alerta vermelho, o mais elevado dos códigos de perigo de incêndio florestal, foi acionado na região de Victoria onde está proibido fazer fogueiras ou queimadas. A temperatura máxima de 40,9°C em Melbourne, capital deste Estado, bateu o recorde de 1894 para o dia mais quente de novembro. Laverton foi o lugar mais quente de Victoria com 44,3 graus. 

Em Mildura, uma espessa nuvem de poeira da terra vermelha cobriu a cidade - as tempestades de pó são regulares como consequência da seca - e a oeste de Victoria, mais de 80 mil casas ficaram sem energia depois de uma outra falha de rede ter provocado um incêndio. 

Os fortes ventos e a poeira causaram vários estragos e os serviços de emergência receberam mais de 1600 pedidos de ajuda, 1300 dos quais relativos a árvores caídas. Até ao momento, morreram seis pessoas devido aos incêndios nesta região e 612 casas ficaram destruídas.

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